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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Na estreia de Dorival, Fla joga muito mal e fica no zero com a Portuguesa


Rubro-Negro cria poucas chances diante de rival que está à beira da zona da degola, e time acaba o jogo hostilizado. Lusa chega a acertar o travessão


O Flamengo trocou de treinador, mas não de rotina no Campeonato Brasileiro. Após a demissão de Joel Santana, Dorival Júnior estreou nesta quinta-feira à frente do Rubro-Negro, contra a Portuguesa, no Engenhão, mas o que se viu foi uma atuação ruim do time carioca. Ao fim dos 90 minutos, a Lusa foi quem esteve mais perto do gol, mas o placar não foi alterado: 0 a 0. A torcida flamenguista, que no último jogo em casa, diante do Corinthians (derrota por 3 a 0), virou as costas para o campo, desta vez chamou o time de sem-vergonha.

Com o resultado, o Flamengo voltou ao décimo lugar na tabela de classificação, agora com 16 pontos, enquanto a Portuguesa passou a ser a primeira equipe fora da zona de rebaixamento, com dez pontos ganhos. O próximo compromisso dos cariocas no Brasileiro é neste domingo, contra o São Paulo, no Morumbi. No mesmo dia, a Lusa recebe o Náutico, no Canindé.

Apesar de Dorival Júnior ter estreado à beira do campo, o time que ele escalou para o jogo foi aquele treinado pelo auxiliar Jaime de Almeida ao longo da semana. Como novidade, o retorno de Welinton como companheiro de zaga de González e a entrada de Mattheus no lugar de Renato, no meio. O jovem deu suporte aos homens de frente, Adryan e Vagner Love.

No lado da Portuguesa, depois de empatar com o Corinthians num esquema com dois beques de área, o técnico Geninho resolveu optar por escalar novamente um sistema com três zagueiros: Valdomiro, Gustavo e Rogério. No meio, três volantes, dois alas e um homem de criação. O único atacante do esquema foi Ricardo Jesus.

O Flamengo começou o jogo animado e chegou a dar a impressão de que tinha condição de mandar no jogo. Logo aos 6, Adryan disparou pela direita e cruzou para Vagner Love na área. A cabeçada, entretanto, saiu nas mãos de Dida.

A Portuguesa, entretanto, não se acanhou e tratou de buscar seu espaço na partida. O ala Luis Ricardo, com muito espaço pela direita, tirou o sono da defesa rubro-negra. Até a metade do primeiro tempo, o time paulista colecionou chances para abrir o placar. Foram pelo menos quatro. Na melhor delas, Ricardo Jesus carimbou o travessão de Paulo Victor.

Houve ainda um lance polêmico a favor da Lusa na etapa inicial. Após confusão na grande área, Héverton preparava-se para concluir quando Welinton fez carga por trás, tirando a bola. A arbitragem entendeu que o lance foi legal e mandou seguir, mas os jogadores da Portuguesa reclamaram de pênalti no lance.

No lado do Flamengo, antes do intervalo, acumularam-se jogadas sem sucesso e tentativas frustradas. A melhor chance de gol se deu aos 29 minutos. Após falta batida em elevação para a área, Vagner Love, em posição legal, recebeu absolutamente livre dentro da pequena área, mas emendou por cima do travessão e perdeu gol feito.

Na volta para o segundo tempo, o Flamengo foi a campo com uma modificação: Ibson deu lugar a Renato. O veterano entrou com a incumbência de melhorar a marcação pelo setor esquerdo, que no primeiro tempo foi muito utilizado pelo ataque da Portuguesa.

Embora o Flamengo tenha melhorado timidamente, a Lusa seguiu sendo perigosa quando ia à frente. O time da casa, na base da vontade, tentou criar chances, mas somente aos 14 minutos conseguiu um lance de perigo. Mattheus recebeu na meia-lua e bateu de chapa, procurando o ângulo direito de Dida, mas a bola foi para fora.

Foi o último lance do filho de Bebeto na partida. Ele saiu para a entrada de outro jovem, Thomás, que não jogava desde abril, pelo Campeonato Carioca. O meia entrou empolgado e fez logo uma boa jogada, que resultou em escanteio. Ele pediu apoio da torcida com as mãos, e a galera correspondeu.

Aos poucos, o ímpeto da arquibancada diminuiu. Embora com menos posse de bola, a Portuguesa conseguiu em boa parte do tempo não correr riscos na partida. Quando ia à frente, o perigo sempre rondava a defesa rubro-negra. A Lusa teve uma falta perto da área do Fla, aos 22, mas Ricardo Jesus bateu rasteira, com pouca força, e Paulo Victor defendeu.

Aos 26 minutos, Dorival Júnior, após consultar o auxiliar Jaime, queimou sua última substituição: Adryan saiu para a entrada de Bottinelli. O panorama do jogo, porém, pouco mudou. A Portuguesa, com boas trocas de passes, seguiu controlando a partida, porém sem criar grandes chances. O Flamengo, perdido, esbarrava na defesa do time paulista.

A partir dos 30 minutos, Geninho começou a fazer suas mexidas. Primeiro saiu Ricardo Jesus para a entrada de outro atacante, Diego Viana. Depois, Henrique tomou o lugar de Héverton. Com novo sangue, a Lusa ainda deu um último gás e teve chances com Luis Ricardo, que bateu fraco, e Diego Viana (cabeçada para fora), mas o zero não saiu do placar.

No fim, a torcida do Flamengo, irritada, cantou "vergonha, vergonha, time sem-vergonha".
fonte globo.com
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