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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Dono de escolinha no RN, Zicomengo sonha formar jogadores para o Fla


Aos 31 anos, torcedor com um dos nomes mais rubro-negros do país
dá oportunidade a crianças de Caicó que buscam espaço no futebol

Filho do saudoso flamenguista potiguar Chico Tucano, Zicomengo trabalha como voluntário numa escolinha de futebol criada por ele, no bairro Boa Passagem, em Caicó-RN. Hoje com 31 anos, o torcedor com um dos nomes mais rubro-negros do país sonha ver uma criança caicoense vestindo a camisa do Flamengo, seu clube do coração.

- Temos meninos muito talentosos aqui, com um potencial altíssimo. Meu maior sonho é ver um deles fazendo sucesso no Flamengo. Não tive essa oportunidade quando criança, mas ficaria muito feliz se isso acontecesse com um deles, pelo menos.
Zicomengo, Flamozer, Flamena e Francifla. Família de rubro-negros em Caicó-RN (Foto: Divulgação)

O projeto atende crianças e adolescentes, e mesmo com a escassez de recursos Zicomengo faz de tudo para mantê-lo de pé.

- Infelizmente não recebemos do poder público o apoio que eu gostaria. Alguns amigos me ajudam, e eu vou me virando como dá.

Mas essa história de amor ao futebol e fanatismo pelo Flamengo começou há muito mais tempo, nos anos 50, quando o senhor Francisco Domingos dos Santos, o Chico Tucano, jurou amar eternamente o clube carioca. Enquanto acontecia uma partida do Caicó Esporte Clube, Chico foi até a casa de um amigo beber água. Durante a visita, ele encontrou uma revista de futebol e se encantou com um certo uniforme em vermelho e preto.

- Que time é esse? Flamengo? Vou torcer por ele, agora.

Mas até que ponto vai o amor de um torcedor pelo clube do coração? Chico Tucano não se contentou em apenas torcer e comemorar as conquistas do Flamengo, e batizou seus filhos com nomes que homenageiam os grandes ídolos do rubro-negro do Rio. O “time” é escalado com Zicomengo, Francifla, Flamena e Flamozer, além de Nilton Santos e Djalma Santos, lendas de Botafogo e Portuguesa/Palmeiras, respectivamente.

Depois Chico Tucano passou a colecionar camisas, quadros, pôsteres, réplicas de troféus conquistados e recortes de matérias publicadas em jornais e revistas. Como se não bastasse, pintou a fachada da casa com listras nas cores vermelha e preta.



Chico era pipoqueiro e tido como um dos maiores flamenguistas do Brasil. Faleceu em 2007, aos 64 anos, vítima de um infarto fulminante, mas deixou um legado eterno de amor ao Flamengo. Tão rubro-negro quanto o pai, Zicomengo adora o nome que recebeu de “presente”.

- Sou apaixonado pelo Flamengo. E o meu nome é maravilhoso, porque Zico é a nossa maior estrela. Algumas pessoas acham estranho, mas não tem problema. Para mim, é Deus no céu e o Flamengo na Terra.

Em 1997, durante uma visita de Zico a Natal, Zicomengo teve a oportunidade de conhecer o Galinho de Quintino. Já em 2009, em viagem ao Rio, bateu papo com o Imperador Adriano, Léo Moura, Ronaldo Angelim, Emerson Sheik e Andrade.

Somente um dos filhos de Chico Tucano é vascaíno, mas a “ovelha negra” da família sempre teve o respeito de todos. E para manter a tradição, um dos netos do patriarca recebeu o nome de Kleberson, em homenagem ao campeão do mundo em 2002, hoje jogando no Bahia.

Sempre fiel ao pai, Zicomengo o acompanhou em todos os momentos, desde a época em que vendiam pipoca nas ruas de Caicó. Na hora do adeus não foi diferente, pois Chico Tucano morreu em seus braços.

- Meu pai foi um dos grandes desportistas caicoenses. Jogou em vários times amadores e fundou alguns clubes na cidade. Sua maior alegria foi em 1981, quando o Flamengo levou o Mundial de Clubes.

fonte globoesporte

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