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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mãe de Adryan sofre: dicas sobre coluna social, dinheiro e xingamentos


Simone Tavares orienta filho sobre questões de exposição, tentações e até no namoro, e vive momentos de pressão quando vai ao jogo do Flamengo


Mãe sofre. De jogador de futebol, então... Simone Tavares, mãe de Adryan, é a prova. A jovem promessa de 17 anos começa a ganhar projeção no Flamengo. Em campo, as ordens são do técnico. Mas é em casa que está a responsável por fazer com que ele drible as ostentações do tortuoso caminho do futebol. Simone dá conselhos sobre a vida profissional e pessoal do filho. Alerta para que ele frequente as páginas esportivas, e não as colunas sociais – ela fica ressabiada quando vê a cria nas manchetes de fofocas que citam o seu namoro com a modelo Nathalia de Oliveira. Com Simone, a tática é pés no chão e cabeça no lugar. Mas, de tanto falar, ela também tem que escutar quando assume o papel de torcedora.

- Tem jogador que chega a um lugar e já acha que é bambambam. Futebol é momento. Ele deu apenas o primeiro passo, mas ainda está com a perninha levantada. Antes dos jogos, falo com ele: “A mamãezinha ajudou até aqui, agora é com você”. Minha missão acabou no juniores, agora procuro passar as coisas do mundo. Converso, digo que ele tem que estar nas páginas de esportes, e não na parte social ou de polícia – afirmou Simone Tavares.



Vez ou outra, Adryan tem seu nome estampado em notinhas ou matérias por causa do namoro com a modelo Nathalia. É quando Simone entra em campo com marcação cerrada.

- Quando vejo as notícias, nem gosto muito de tocar no assunto. Ele precisa ter foco. É uma preocupação, sim. Já conversei até com ela sobre isso. Mas eles namoram há anos, faz parte, mas há um tempo passou a sair mais coisa – detectou a mãe-coruja.



Nas entrevistas e no dia a dia do Flamengo, Adryan chama atenção pelas declarações centradas e postura profissional. O jogador, nascido em Bento Ribeiro, bairro do subúrbio carioca onde também nasceu Ronaldo, estudou em colégio alemão, fala inglês e desde cedo foi orientado para saber dar valor ao dinheiro.

- Foi um trabalho árduo até acontecer tudo isso no futebol. Mas sempre orientamos o Adryan. Ele, graças a Deus, nunca teve dificuldade financeira. Mas sempre tinha o dinheirinho dele, sabe dar valor. Se queria comprar uma fita de videogame, eu emprestava para ele me pagar depois. Ele é caseiro, não gasta dinheiro e no extrato do cartão só tem o Outback (restaurante), onde vai com os amigos – revelou Simone.

Além de Adryan, que ainda criança já comemorava seu aniversário vestido de Flamengo, Simone é mãe de Andrei, que era tido como grande promessa da natação até decidir pendurar a sunga e a touca, aos 13 anos. Hoje, com 20, ele tenta retomar a carreira como atleta do Flamengo.



- Na natação, as coisas são rápidas; no futebol, demoram a acontecer – resume Simone

Das arquibancadas dos parques aquáticos para as de um estádio do futebol, também existem diferenças nem tão agradáveis.

- Gosto de assistir aos jogos sozinha, em casa. Mas quando é no Engenhão eu vou. Mas é difícil. De repente, xingam “filho da p...”. Eu olho daquele jeito, até que alguém diz: “É a mãe dele (do Adryan), é a cara dela”. Digo que não vou mais, mas falo por falar – confessou Simone.

Mãe sofre. Na arquibancada, então...

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