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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Presidente interino, Helinho vive a sina de enfrentar turbulências no Fla


Com Patricia Amorim nas Olimpíadas, vice geral assume em momento complicado pela segunda vez e se coloca como escudo das vaias da torcida




Parecia simples: exercer uma antiga função durante dez dias. Mas nada é tão simples assim quando se trata da presidência do Flamengo. Ainda mais em um momento de turbulência. Com a viagem da presidente Patricia Amorim para acompanhar as Olimpíadas de Londres, desde semana passada, Hélio Ferraz, vice geral, assumiu o cargo interinamente. O telefone não para de tocar, ele acompanhou o time no empate em 0 a 0 com a Portuguesa, no Engenhão, e estava em São Paulo na derrota por 4 a 1 diante do Corinthians, no último domingo. Com seu estilo zen e conhecido como Super-Helinho, ele teve que assumir os poderes e brincou.

- Parece uma sina - afirmou Helinho, que sorriu quando questionado sobre os dias turbulentos na sua função interina.

Em junho, Hélio Ferraz ficou 72 horas no cargo, quando Patricia Amorim pediu licença com a alegação de motivos particulares. Na ocasião, o então técnico Joel Santana vivia um intenso processo de fritura nos bastidores do Rubro-Negro.

Quando Patricia Amorim teve que demitir Vanderlei Luxemburgo, Helinho também foi acionado. O dirigente participou da negociação para a chegada de Dorival Júnior. Mesmo que de forma interina na presidência, ele faz um pedido.

- A torcida não deve vaiar o time, a garotada. Se forem vaiar, se alguém fez alguma coisa errada, podem achar que fui eu – afirmou Helinho, que foi presidente do clube em 2002 e 2003, ao assumir o lugar de Edmundo dos Santos Silva, que sofreu processo de impeachment.

Ainda como presidente interino, Helinho trata da contratação de um diretor de finanças que trabalhará diretamente ligado ao futebol. O nome poderá ser anunciado nos próximos dias.

Nos últimos dias, Hélio Ferraz, que não tem cargo remunerado, se dividiu entre seus negócios pessoais e a presidência do Flamengo. Ele imagina que fará a função até o próximo domingo.

Além de Patricia Amorim, Fernando Sihman, marido da presidente, que costuma agir no dia a dia do clube, também está em Londres.

Atual vice-presidente geral de Patricia, Helinho não participará da chapa da dirigente que tentará a reeleição no pleito que será realizado em dezembro.

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