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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Contratação de reforços no Fla mostra parceria entre Zinho e Levy com política de fundo

Dirigentes chegaram a ter atritos na época da contratação do meia Diego. Eles são tidos como os homens de confiança da presidente Patricia Amorim

Eduardo Mendes e Roberto Murad - 21/09/2012 - 07:03 Rio de Janeiro (RJ)

Os homens de confiança da presidente Patricia Amorim superaram diferenças recentes e trabalham juntos para livrar o Flamengo do rebaixamento no Brasileiro. As contratações de Renato Santos e Cleber Santana foram viabilizadas em nova parceria entre Zinho, diretor de futebol, e o vice de finanças, Michel Levy. O trabalho da dupla, entretanto, expõe contradições que têm a política do clube como pano de fundo.


Depois de ter capitaneado as tentativas frustradas pelo meia Diego, em julho, Levy foi esvaziado, teve a atenção chamada pela mandatária e recebeu recomendações para não se intrometer diretamente em negociações do futebol. No mesmo momento, Zinho ganhou respaldo para ser o homem do futebol do Flamengo.




Nem dois meses se passaram do episódio citado e Michel Levy uniu-se a Zinho para tentar uma nova cartada por Ganso há dez dias.
Depois que a missão foi abortada, a contragosto dos dirigentes, eles intensificaram as conversas com o Avaí na última tentativa de reforçar o time para o Brasileiro.


A viagem em conjunto para Florianópolis, há uma semana, e as conversas com o DIS pelos novos contratados mostraram que as arestas foram aparadas depois de um desgaste acerca da novela que envolveu a negociação sem sucesso pelo meia Diego.


E a união contribui para atender perfeitamente os desejos de Patricia Amorim. Afinal, Zinho aparece como o responsável pelo futebol e Levy, mesmo relutando em dizer que não interfere no departamento, viabiliza as contratações com o poder de vice de finanças que lhe cabe. Resta saber, agora, como ficará a parceria após as eleições.


Zinho se transforma como dirigente

Assim que chegou ao Flamengo, Zinho demonstrou a personalidade da época de jogador. Solícito e sempre disposto a esclarecer os fatos, evitava falar nos assuntos que poderiam acabar comprometendo o trabalho dele. Após meses no comando do futebol, o dirigente foi ganhando força e o apoio da presidente Patricia Amorim. Aos poucos também mudou a forma de lidar com as situações e, mais "cascudo", chegou a omitir fatos para não prejudicar uma negociação.

Dentro do clube, muitos comentam sobre as mudanças de Zinho, embora sem muito julgamentos. Era óbvio que, com o tempo, ele teria de mudar o jeito de ser, pois não há como agradar a todas as correntes.

O último baque foi a demissão de Paulo Cesar Coutinho, então vice de futebol rubro-negro. Zinho ficou irritado, pois o cartola sempre foi um aliado, embora já não tivesse mais a força de outrora no departamento de futebol.

Patricia sequer cogitou a possibilidade de demitir Zinho e lhe prestou apoio para continuar seguindo com o trabalho. Entretanto, a mandatária tem tido pouco tempo para o futebol, pois está envolvida em questões políticas.


Levy mantém poder no futebol

O Flamengo anunciou em agosto a contratação de um diretor de finanças remunerado com a justificativa de diminuir a participação de Michel Levy no futebol. O nome dele é Renato Blaute e, no pouco tempo em que está à frente das finanças – desde agosto –, pouco se ouviu falar do trabalho dele, que é muito mais burocrático e pouco tem a aparecer, na verdade. Entretanto, a contratação não surtiu efeito, já que Levy continua com os mesmos poderes na galinha dos ovos de ouro do Flamengo que é o futebol.

A grande diferença tem sido nas entrevistas, que hoje em dia são muito menos comuns. Levy praticamente não tem falado com a imprensa, muito por causa da insistência de Zinho, que sempre criticou a postura de falastrão do companheiro. Por determinação da presidente, somente o diretor de futebol deve falar sobre o futebol.


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