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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Fla decide por Adidas e luta contra Olympikus e oposição para receber R$ 350 milhões

Pedro Ivo Almeida
Do UOL, no Rio de Janeiro

Após quase quatro meses de uma intensa disputa, o Flamengo decidiu qual a fornecedora de material esportivo que pretende ter nos próximos anos. A Adidas superou a concorrência da Olympikus e está perto de fechar um contrato de dez anos com rubro-negro. No entanto, o clube da Gávea ainda terá que superar outras batalhas, com a atual parceira e os opositores da política interna, até finalmente assinar o acordo que renderá R$ 350 milhões aos cofres da Gávea.

Após definir que aceitaria a proposta da empresa alemã, a diretoria rubro-negra se esforça para acertar uma rescisão com a atual fornecedora de material esportivo sem ter que pagar os cerca de R$ 35 milhões de multa. Com contrato até o fim de 2014, no entanto, a Olympikus não pretende abrir mão do montante.





Procurado pela reportagem do UOL Esporte para comentar a decisão do Flamengo, Túlio Formicola, diretor executivo da Olympikus, não quis dar muitos detalhes sobre uma possível rescisão e resumiu o pensamento de sua empresa.

"Não quero falar para não entrar em polêmica. Só digo que tenho um contrato até 31 de dezembro de 2014. Essa é a única coisa que eu preciso ressaltar", disse, dando pistas que não pretende romper com o Flamengo antes disso.

Responsável pela negociação do clube com a Olympikus, o vice-presidente do Flamengo, Hélio Ferraz, confirmou a opção pela Adidas e confirmou a negociação para tentar um rompimento sem traumas com a atual fornecedora. "Está razoavelmente claro que a Adidas tem valores melhores para o clube e optamos por isso. Temos agora que resolver com o outro lado. Estamos conversando e negociando isso com calma, para que tudo se resolva bem", revelou o cartola, que foi a São Paulo nos últimos dias para reuniões com representantes da Olympikus.

Apesar da tentativa de uma rescisão amigável, o clima não é dos melhores entre as partes. A atual fornecedora interrompeu as obras do museu do Flamengo e o pagamento de jogadores como Vagner Love, que tinha parte do seu salário bancado pela Olympikus.

A outra briga para fechar o novo contrato de dez anos é com membros opositores do Conselho Deliberativo do clube. Liderados pelos candidatos à presidência Walin Vasconcellos, Ronaldo Gomlevsky e Jorge Rodrigues, os rubro-negros que não apoiam Patricia Amorim entendem que a mandatária não pode assinar um acordo a longo prazo em véspera de eleição.

"Isso não é ético. O próximo presidente ficará engessado, com um contrato a cumprir. Precisamos rever essa situação", disse Rodrigues. "Os valores são bons hoje, mas podem sofrer correções depois. Não podemos aceitar as condições impostas", argumentou Gomlevsky.

Atualmente, o clube tem um contrato de aproximadamente R$ 25 milhões por ano com a Olympikus. Além disso, a fornecedora de material esportivo incentivou a construção de um museu, da mega loja na Gávea e ajuda nos vencimentos de alguns dos principais jogadores. A Adidas, por sua vez promete pagar R$ 35 milhões por ano.

"Temos a nossa posição, mas a decisão final, de todos os aspectos, ficará com o Conselho Deliberativo. Vamos aguardar e respeitar", encerrou o vice Hélio Ferraz.




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