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sábado, 22 de setembro de 2012

Participação de Love em campanha pode culminar em impeachment de Patricia Amorim

Estatuto do Flamengo proíbe envolver o nome do clube em campanha eleitoral e possível punição poderá ter agravante pela mandatária ser membro do conselho diretor

Bruno Braga - 22/09/2012 - 08:03 Rio de Janeiro (RJ)


Vagner Love mostra apoio a presidente Patricia Amorim (Frame: Reprodução)

A participação de Vagner Love no horário eleitoral gratuito da vereadora e presidente do Flamengo, Patricia Amorim, poderá culminar em punições para a mandatária, dentre as quais, a de um processo de impeachment ou até mesmo de exclusão do quadro associativo rubro-negro.

O estatuto do clube proíbe usar o nome do Flamengo em prol de campanhas políticas ou de interesses pessoais. Como o atacante tem direitos de imagem pagos pelo clube, Patricia Amorim poderá ser enquadrada. No vídeo veiculado na televisão, Patricia Amorim evitou usar a roupa vermelha e preta, como de costume, e apareceu de azul, uma tentativa de desvincular sua imagem a do clube.




Conforme o artigo 24, capítulo XIII do estatuto do Flamengo, o sócio, além de outros deveres firmados nas normas internas, tem por obrigação "abster-se de usar ou envolver o nome do Flamengo em campanha, de qualquer natureza, estranha aos objetivos do clube". As infrações geradas pela desobediência às regras poderá acarretar em advertência, suspensão, indenização, perda de mandato, desligamento, eliminação ou exclusão.

- Esse artigo é expresso. Nenhum sócio pode beneficiar-se do clube. E o membro que usar o nome do Flamengo deverá sofrer punições - explicou o desembargador Walter Felippe D’Agostino, membro da comissão do estatuto do Flamengo.

Como presidente do Flamengo, Patricia Amorim é membro do conselho diretor e, segundo o artigo 35, capítulo III, do estatuto do Flamengo, "ser o infrator membro de algum dos Conselhos ou da Mesa Diretora da Assembléia Geral", são circunstâncias que agravam a penalidade.

- A qualquer momento pode ser pedido algum tipo de punição para a presidente Patricia Amorim. Ela faz parte do conselho diretor do Flamengo - confirmou Walter D’Agostino.

Oposição se articula para cobrar punição

Grupos de oposição já se articulam para cobrar uma medida para punir a presidente Patricia Amorim. Alguns conselheiros acreditam que, caso a mandatária consiga ganhar as eleições em dezembro deste ano no Flamengo, ela poderá ter o mandato cassado por transgredir as regras do estatuto. Isso, inclusive, foi denunciado por um grupo e protocolado na 23º Zona Eleitoral, na quinta-feira.

– Usar a imagem de Vagner Love é um absurdo. Vamos querer que a Patricia Amorim responda por isso – afirmou um conselheiro.

Uma comissão do Conselho Deliberativo do Flamengo, com cinco membros, analisa o pedido de impeachment de Patricia Amorim, em nome do ex-presidente Márcio Braga, no fim de julho, baseado no artigo 27 da Lei Pelé, que trata de gestão temerária. A defesa da mandatária já foi ouvida e os conselheiros vão começar a chamar as testemunhas para tomar uma decisão.

Internamente, contudo, uma decisão radical como destituir Patricia Amorim do cargo de presidente a três meses das eleições é pouco provável, segundo algumas correntes políticas. Na propaganda eleitoral, o atacante faz gesto de coração, que ele já usou em diversos momentos na carreira.

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