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domingo, 7 de outubro de 2012

‘Joãozinho’: 32 anos a serviço do Flamengo


Conheça as estórias do copeiro que atua na cozinha rubro-negra há mais de três décadas e serviu gerações de ídolos como a de Zico, Campeão do Mundo em 1981


Por Marco Antonio Moreira

Site Oficial do Flamengo


O copeiro João, ao lado do técnico Dorival JúniorO carioca João Carlos da Silva, o ‘Joãozinho’, nascido e criado no bairro de Jacarepaguá, tem 53 anos de idade, 32 deles dedicados ao Clube de Regatas do Flamengo. O copeiro serve refeições aos jogadores rubros-negros e membros da comissão técnica no centro de treinamento do clube, em Vargem Grande.

Tantos anos dedicados ao Flamengo fazem com que o funcionário desfrute da amizade de todos no clube. Logo na primeira pergunta da entrevista ficou evidente o quanto ele é querido pelos colegas de trabalho.

"Joãozinho, você começou a trabalhar no Flamengo na cozinha?", perguntei. E o técnico Dorival Júnior, que lanchava na mesa ao lado, se antecipou e deu logo a resposta: "Manicure. Ele trabalhava de manicure (risos)", brincou Dorival, arrancando gargalhadas dos que estavam no refeitório, inclusive, do próprio João.

Antes de trabalhar no Flamengo, Joãozinho dava expediente em uma loja de baterias de automóveis e foi fazer um teste no Mais Querido do Brasil para atuar como lateral-direito. A vaga no gramado não surgiu, mas apareceu na cozinha do clube uma oportunidade de trabalho, prontamente agarrada por aquele moreno baixo, simpático, de fala mansa e olhar amistoso. Pronto. Joãozinho foi ‘escalado’ no time da cozinha e atua lá, como titular, há 32 anos.

"Entrei no Flamengo em 1980, naquela geração vitoriosa que tinha Zico, Nunes, Cantarele, Adílio, Raul. Peguei várias gerações do Flamengo Campeão Brasileiro. Peguei o Bebeto novinho...", conta o copeiro, que serviu o tetracampeão e ídolo do Flamengo e, agora, convive com seu filho Mattheus, que nasceu em meio a Copa de 1994 e hoje joga como armador no Fla.

"Isso é lindo, não é ‘cara’? Trabalhei com o Bebeto, que me trata como um cumpadre, e agora com o filho dele. A sorte é que eles gostam de mim. Os jogadores me tratam muito bem. Considero muitos como se fossem filhos", comenta Joãozinho, visivelmente emocionado.

Em fases difíceis da vida, o funcionário revela que já recebeu até mesmo apoio financeiro de atletas do clube. E, por falar em momentos difíceis, ele admite que não consegue apagar da memória o que viu na ocasião da contusão sofrida pelo maior ídolo da história do Flamengo, em 1985, quando Zico levou uma entrada desleal de um zagueiro do Bangu que devastou suas pernas e quase deu fim à carreira do craque.

"Foi muito triste quando o Zico se machucou. Eu estava lá na concentração. Eu vi o Zico, todo machucado e disse: ‘Que isso Zico, o que fizeram com você Galo?’. Ele estava sangrando ainda. Ver aquilo foi muito triste", relembra Joãozinho, que só tem este episódio da contusão de Zico como lembrança negativa daqueles tempos que consagraram o time rubro-negro do início da década de 80 como um dos maiores da história do Flamengo.

"Aquele time era bom demais! Quando entrava (em campo) todo mundo já falava que o o bicho já estava pago. O que tinha que fazer era advinhar o placar, porque saber que o Flamengo ia ganhar era fácil ", diverte-se Joãozinho, que tem como companheiros no dia a dia na cozinha os nutricionistas Leonardo Acro (o ‘Léo’) e Sílvia Ferreira, a quem se refere carinhosamente como ‘dona Sílvia’.

"Eu procuro fazer tudo direito, com responsabilidade. Trato todo mundo bem e gosto de ser bem tratado. E eu sempre fui flamenguista, desde muleque. Nas peladas eu só queria jogar com camisa do Flamengo. Então, poder trabalhar aqui é uma honra, uma alegria muito grande", resumiu o copeiro Joãozinho, com um bom humor singular e uma simpatia que conquistou (e ainda conquista) gerações de craques rubro-negros.


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