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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sem Patricia Amorim, candidatos à presidência do Flamengo participam de debate na televisão

Encontro aconteceu na noite deste domingo, na sede da Rede CNT no Rio de Janeiro

David Nascimento - 29/10/2012 - 00:51 Rio de Janeiro (RJ)

Debate entre os candidatos à presidência do Flamengo na Rede CNT (Foto: David Nascimento)

Na noite deste domingo, os candidatos à presidência do Flamengo, com a exceção da atual presidente Patricia Amorim, estiveram na sede da Rede CNT do Rio de Janeiro, onde participaram de um debate para as eleições que acontecem na primeira semana de dezembro. Lysias Itapicurú, Ronaldo Gomlevsky, Wallim Vasconcellos, Jorge Rodrigues e Maurício Rodrigues debateram durante 1h30 as principais ideias de cada um caso assumam o cargo em janeiro.

Antes do início do debate, o jornalista e mediador Edilson Silva comunicou que a presidente Patricia Amorim (chapa Amarelo Ouro - Tua Glória é lutar!) alegou não ter ido ao debate devido as candidaturas não terem sido homologadas. Com a ausência, a cadeira reservada a ela ficou durante todo o programa vazia. Internamente, a atual presidente teria tentado mandar o vice Paulo Cesar Ribeiro ao encontro, mas a ideia logo foi abortada pela direção da rede.

O debate foi dividido em cinco blocos. No primeiro e no terceiro, candidato perguntava para candidato com tema livre. Cada candidato podia responder e perguntar apenas uma vez em cada bloco. No segundo e no quarto, os jornalistas da emissora fizeram perguntas aos candidatos. O quinto bloco foi reservado para as considerações finais.

> Confira abaixo os principais trechos do debate:

Ronaldo Gomlevsky
Chapa Branca (Planeta Fla)


- Estamos aqui como heróis, porque sabemos as dificuldades que iremos enfrentar. Temos que mudar muita coisa. Antigamente, o Flamengo cedia mais de 70% dos atletas para a Seleção Brasileira em diversas modalidades, por exemplo. Temos que formar uma base, não trazer atletas do exterior. No Remo, temos que ser excelentes. É um esporte que também deve ser valorizado, como o futebol é.

- O eleitor sempre imagina que o papel dele tem que ser facilitado. Todos nós da oposição temos pensamentos diferentes. O sócio tem que fazer a sua escolha. Qual é o Flamengo que ele quer. A preguiça tem que ser deixada de lado nesses momentos. E tem que votar corretamente. A atual presidente ainda não pagou os salários de setembro. Continuando assim, não teremos elenco em 2013.

- A sede da Gávea não anda nada bem. Apesar de estar um pouco melhor em relação a gestões anteriores, ainda tem uma diferença enorme quando se compara aos demais clubes da região. Temos que mudar isso e deixar a sede do Flamengo um local de primeira linha.

Lysias Itapicurú
Chapa Verde (Flamengo nova geração)


- Atualmente, a estrutura do Flamengo é comprometedora. Chegaremos em janeiro sem o pagamento do 13º. O próximo presidente, nos primeiros meses de gestão, terá algumas complicações. Não será fácil. Temos também que criar um departamento de marketing, que hoje é inexistente. E esse departamento é fundamental para o Flamengo do século XXI. Isso é vergonhoso na atual gestão.

- Sou a favor de um estádio. A prioridade é o Maracanã, que sem o Flamengo jogando as suas partidas lá, perde totalmente o sentido de existência. Apenas esse modelo de licitação que colocaram que não me agrada.

- Autorizei a qualquer um que chegar lá no Flamengo a ter acesso as minhas certidões negativas. Os demais candidatos não autorizaram e isso é uma vergonha para um processo democrático como esse que estamos vivendo no Flamengo.

Wallim Vasconcellos
Chapa Azul (Flamengo campeão do mundo)


- O Flamengo precisa melhorar as instalações. E para isso, é preciso que tenha recurso. Os governos federais, estaduais e municipais precisam ajudar, além das empresas privadas. No caso dos esportes olímpicos, se quisermos trazer alguém de ponta, tem que botar para treinar no Flamengo. Vamos investir pesado, inclusive no Remo. Além, claro, da base. O dinheiro bem mais gasto é nela.

- Temos como meta ter o Maracanã. Não concordo com os termos de licitação, onde o governo não deixa que os clubes participem. Mas caso não possamos ter o Maracanã, procuraremos outras soluções, com a ajuda da iniciativa privada. Assim, pretendo fazer um estádio para o Flamengo.

- Não estou em página policial, candidato Jorge Rodrigues. Tenho toda a transparência, tenho nada a esconder. No processo da BNDS, ganhei em primeira instância. Você foi deselegante em sua pergunta. Não temo não concorrer. Não me acho o candidato mais forte. Todos aqui são capazes. Temos que mudar essas atitudes de ficar acusando os outros.

Jorge Rodrigues
Chapa Rosa (Fla único)


- Em 2009 tínhamos comando, hoje não tem. A nossa atual presidente é de outro esporte, que é a natação. Vamos rezar para que São Judas Tadeu nos livre do rebaixamento neste ano. Na questão das categorias de base, elas devem ser valorizadas. O modelo de futebol que o Flamengo tem atualmente é ultrapassado.

- Não sou contra você, candidato Wallim Vasconcellos. Como a sua chapa tem 15 empresários notáveis, você pode ser substituído logo. É desagradável para mim e toda a torcida rubro-negra que tenhamos que passar por situações como essa, saindo em páginas policiais.

- A mosca que me mordeu e fez que eu lançasse a candidatura foi a atual presidente Patricia Amorim. Não podemos deixar continuar como está. Temos que dar um choque de ordem para colocar o Flamengo no lugar que merece, que é o topo.

Maurício Rodrigues
Chapa Laranja (Orgulho de ser rubro-negro)


- É um bom contrato o da Adidas. Porém, tenho restrições no que diz respeito ao prazo. Tem que ser por cinco anos, não por dez. E com o possível acerto com a Adidas, pretendo criar embaixadas do Flamengo pelo mundo, já que somos uma Nação de 40 milhões de torcedores.

- Adriano é um ídolo e merece respeito. Mas ele tinha que ter um acompanhamento. Eu também daria essa ajuda que a atual gestão está dando, mas teria mais cuidados.

- Irei construir um estádio na querida Baixada Fluminense. Já tenho investidores, engenheiros, tudo acertado. O estádio demorará cerca de três anos para ser construído, será para cerca de 50 mil pessoas, os investidores ficaram com parte da renda nos primeiros dez anos e depois tudo será apenas do Flamengo.



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