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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Apoiado em Zico, Bandeira de Mello ataca contas de Patricia: ‘Inconfiáveis’

Candidato da Chapa Azul é o primeiro entrevistado da série com os presidenciáveis do Flamengo. Pleito será em 3 de dezembro


O GLOBOESPORTE.COM inicia nesta quarta-feira a série de entrevistas com o candidatos à presidência do Flamengo, em pleito marcado para o dia 3 de dezembro. Depois de diversas alianças entre as chapas de oposição, restaram apenas três candidatos: a atual presidente do clube, Patrícia Amorim, na Chapa Amarela; Eduardo Bandeira de Mello, da Chapa Azul, que absorveu a Branca de Ronaldo Gomlevsky; e Jorge Rodrigues, da Chapa Rosa, que teve a adesão das Chapas Laranja e Verde, de Maurício Rodrigues e Lysias Itapicurú, respectivamente.

O primeiro entrevistado da série é Eduardo Bandeira de Mello, cuja candidatura foi confirmada apenas em 9 de novembro. Membro da chapa "Fla campeão do mundo", ele assumiu o lugar que era de Wallim Vasconcellos, que teve sua candidatura impugnada (o candidato não possuía cinco anos de vida associativa no clube). Luiz Rodolfo Landim Machado, antigo candidato a vice, também não teve a candidatura aceita. Ele deu lugar a Walter D’Agostino.

Eduardo Bandeira de Mello, candidato à presidência do Fla (Foto: Vicente Seda / Globoesporte.com)

Wallim Vasconcellos, apesar de impedido de concorrer a presidente, continua fazendo parte da chapa, agora na função de diretor geral. Eduardo Bandeira de Mello é executivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Entre as propostas da Chapa Azul, estão a criação de dois comitês: um para gerir o futebol e outro para reestruturar a dívida do clube. Além disso, Bandeira de Mello promete trabalhar para que o Maracanã seja a casa do Flamengo, ainda que em parceria com o Fluminense. A meta é administrar o Rubro-Negro como uma grande empresa, com base na experiência dos executivos que compõem a equipe. Zico, maior ídolo do clube, fará parte da gestão do futebol, mas sem ocupar qualquer cargo remunerado.

A ordem de publicação foi decidida por sorteio e todos os candidatos responderam a dez perguntas iguais elaboradas pela equipe do site, além de questões formuladas pelos seus adversários. As entrevistas foram gravadas, sem edição, entre os dias 19 e 23, de acordo com a disponibilidade dos candidatos. Como a gravação aconteceu antes da oficialização das alianças entre os grupos, cada candidato respondeu a cinco perguntas elaboradas por seus rivais. O GLOBOESPORTE.COM decidiu editar essa parte das entrevistas, eliminando as questões levantadas por candidatos que desistiram de concorrer no dia 3 (Lysias Itapicurú, Maurício Rodrigues e Ronaldo Gomlevsky).

Cada postulante à presidência teve 15 minutos para responder às perguntas do GLOBOESPORTE.COM e cinco minutos para responder às questões dos seus adversários (um minuto por resposta, considerando que inicialmente eram cinco perguntas neste bloco da gravação). O cronômetro foi parado apenas para que fossem feitas as perguntas, sem atribuição de limite de tempo para cada resposta, deixando o candidato livre para se aprofundar em um tema, ciente de que teria menos tempo para responder aos demais.

AS DEZ PERGUNTAS DA EQUIPE DO GLOBOESPORTE.COM:


O que há de mais urgente para ser resolvido no Flamengo e como resolver?

BANDEIRA DE MELLO: Existem várias coisas urgentes para serem resolvidas no Flamengo. Só para citar uma, eu gostaria de falar da situação financeira do clube. A situação financeira do clube é bastante preocupante, nós temos vários compromissos de curto prazo que estão pendentes. Eu imagino que quem assumir no dia 1º de janeiro vai encontrar algumas folhas de pagamento pendentes, três, quatro, quem sabe? Tenho lido no noticiário que existem vários compromissos com clubes, com atletas, com fornecedores, que estão pendentes. As contas do Flamengo são absolutamente inconfiáveis. O último balanço aprovado, e assim mesmo com ressalvas gravíssimas, foi o de 2010. O próprio contador do clube diz que não tem confiança nas contas do clube. Ou seja, nós não sabemos exatamente aonde vamos pisar. Tem que ser feito um trabalho bastante aprofundado de levantamento da situação financeira para que a gente possa tomar pé da situação e começar a resolver.

Quais são seus projetos para ampliação e valorização do patrimônio do clube? Há um projeto para a construção de um estádio ou a meta é o Maracanã?


Nossa principal meta é o Maracanã. O Maracanã está passando por esse processo de licitação, já houve essa primeira audiência, e o modelo inicial não nos agrada, que exclui os clubes da participação nos consórcios. Mas independentemente de qualquer coisa quem vier a vencer essa licitação não vai poder colocar o Maracanã em pé sem a participação do Flamengo. O modelo ideal para nós seria que o Flamengo estivesse participando do consórcio, eu acho que é até uma questão de justiça. O Maracanã, desde que foi construído, há 62 anos, os maiores públicos do Maracanã sempre foram da torcida do Flamengo. Quando não era do Flamengo, era da seleção brasileira, mas com a presença dos torcedores do Flamengo, eu inclusive. O Maracanã foi construído com recursos fiscais, recursos de impostos pagos pela população do Rio de Janeiro, para qual o Flamengo é maioria. Ao longo desses anos todos a bilheteria do Maracanã foi oriunda, majoritariamente, dos bolsos dos rubro-negros. Acho que o Flamengo merecia respeito nessa negociação. Tenho certeza de que as autoridades estaduais estão atentas a isso e a nossa prioridade é o Maracanã. Agora, não descartamos também a ampliação do estádio da Gávea para um estádio ou arena de porte pequeno ou médio. É claro que para isso vamos negociar com as autoridades municipais e com as associações de moradores. Acho que a Gávea poderia ser utilizada para jogos de menor demanda de público e também para shows, qualquer espetáculo que pudesse ser feito num local privilegiado como aquele que nós temos lá na Gávea.

Como administrar essa dívida do Flamengo de hoje?


É um problema sério. Já falei que não sabemos nem exatamente o tamanho da dívida. Mas é uma dívida que pode, independentemente do tamanho dela, ser equacionada se você levar em consideração que nós temos 39 milhões de torcedores, ou seja, 39 milhões de consumidores potenciais dos produtos que vierem a se associar a nossa marca. E principalmente levando em consideração que a equipe que nós vamos ter para solucionar essa questão da dívida é fantástica. O presidente do comitê de reestruturação da dívida do Flamengo vai ser o professor Carlos Geraldo Langone, ex-presidente do Banco Central, que lidou com o equacionamento da dívida brasileira naquela época dos anos 80, barra pesada, do tempo de crise na balança de pagamento, crise envolvendo as negociações com o FMI, com o clube de Paris. Ou seja, acho que a situação é grave, mas nós temos condições de resolvê-la com essa equipe que nós estamos montando.

Nos dois últimos anos, o Flamengo sofreu com a falta de um patrocinador master. Qual é a sua meta para essa questão, para o marketing do clube e também para aumentar o número de associados?


Essa é uma questão seriíssima. É absolutamente impensável que o Flamengo não tenha um patrocinador master ao longo desses anos todos. Ainda outro dia foi noticiado que o Flamengo hoje é o sétimo clube em receita de patrocínio. Um clube que é disparado a maior torcida do Brasil e do mundo, é o sétimo em receita de patrocínio. Então, a equipe da Chapa Azul, que é composta por um time de grandes executivos e empresários, que resolveram doar o seu tempo ao Flamengo para tentar tirá-lo dessa situação, já está trabalhando nisso, essas negociações já começaram, e com certeza nós não vamos trabalhar mais sem patrocínio master. Mas isso é apenas uma das faces do marketing do Flamengo. O marketing do Flamengo eu diria que é praticamente inexistente. Se você pensar no que aconteceu, por exemplo, nesse caso do Ronaldinho Gaúcho, o Flamengo teve oportunidade, em fevereiro de 2011, de trazer um jogador da importância, da qualidade do Ronaldinho Gaúcho, poderia ter associado o jogador a diversos projetos de marketing para alavancar mais recursos, inclusive ajudar o clube a pagar o salário do jogador, que não era nada baixo, e, no entanto, não foi feito nada. Não foi feita nenhuma ação de marketing para explorar a presença do Ronaldinho Gaúcho no Flamengo. Pelo contrário. Só tivemos notícias que levaram a um marketing negativo, que culminou nessa contingência trabalhista, que é absolutamente impensável, em que de repente o Flamengo se vê obrigado a fazer um acordo para evitar um passivo de 40 ou 50 milhões de reais. Ou seja, um tiro no pé. Outra coisa é o caso do Zico. A presença do Zico no Flamengo como diretor-executivo poderia ter gerado ações de marketing altamente positivas. O Zico é o grande ídolo da torcida do Flamengo, o personagem mais ilustre da história do Flamengo e uma pessoa acima do bem e do mal, que sempre foi associada a uma imagem altamente positiva. De repente você tem o Zico dentro do Flamengo e você não só não aproveita isso, como ainda faz com que ele saia do clube do jeito que saiu, boicotado. Isso não é só falta de respeito. É burrice. Você poderia ter aproveitado bem a imagem do Zico e não só não fez isso como ainda deteriora a imagem do jogador que é o nosso ídolo, é o grande ídolo da torcida do Flamengo.

Qual o seu projeto para o futebol do Flamengo, como será a gestão e de que forma você pretende fazer o investimento neste setor?


O futebol do Flamengo vai ser gerido da mesma maneira como as outras áreas do clube, vai ser gerido profissionalmente. Nós vamos um diretor-executivo profissional, esse diretor vai se reportar a um comitê gestor do futebol, que vai ser composto por mim, como presidente, pelo vice-presidente de futebol, que ainda vai ser anunciado, por esse próprio diretor-executivo e, pairando acima de todos nós, pelo Zico, que não vai trabalhar recebendo, vai trabalhar por amor ao Flamengo, mas vai sempre, na medida das possibilidades dele, nos ajudar na gestão do futebol. Com relação aos investimentos, nós sabemos que vamos herdar uma situação financeira complicada, mas é necessário se fazer um investimento de curto prazo para que a gente tenha um time a altura das tradições do Flamengo para começar o ano de 2013. Hoje, o campeonato nacional está terminando e nós somos a quarta força. A quarta força carioca. Estamos aí brigando para ser 11º, 12º. É absolutamente impensável isso para a torcida do Flamengo. Nesses últimos três anos nós ganhamos um Campeonato Carioca e olhe lá. Em 2010 e 2012 brigamos para não cair para a Segunda Divisão. Tivemos duas participações na Taça Libertadores da América que foram absolutamente pífias, vergonhosas. Com certeza nós vamos ter um investimento de curto prazo para resolver essa situação.

O atacante Adriano deixou o Flamengo recentemente, mas disse que pretende voltar em 2013. Qual a sua avaliação sobre o caso? Se eleito, pretente abrir as portas do clube para o jogador?


O Adriano é um ídolo da torcida do Flamengo, nós temos que ser profundamente gratos a ele. O Adriano não é bandido, o Adriano não é vagabundo. Ele é um excelente garoto, tem uma estrutura familiar muito boa. Agora, ele está doente. Eu acho que o Flamengo deve ajudar o ser humano Adriano a superar essa dificuldade e é claro que não podemos contar com ele como solução para o nosso time. Temos que primeiro tratar de recuperar o jogador. Se ele quiser contar com a ajuda do Flamengo, será muito bem-vindo. Eu vou gostar muito porque ele é meu ídolo, é o ídolo dos meus filhos. Agora, é claro que enquanto ele não superar esse problema nós não vamos poder contar com ele como jogador de futebol.

Falando agora sobre a comissão técnica, atualmente comandada pelo Dorival Júnior, que tem contrato até o fim de 2013, e também sobre o atual diretor de futebol, Zinho. Qual o seu plano para esses dois pilares? Permanência, saída? Como você enxerga essa questão?


Eu gosto muito desses dois profissionais. O Zinho é um ídolo da torcida do Flamengo, foi campeão como jogador em 1987, em 1992, depois foi campeão mundial pela seleção brasileira em 1994 e é uma grande figura. O Dorival é um grande técnico também. Não posso adiantar nada. Como disse a vocês, o futebol vai ser gerido por profissionais e esse plano ainda não está traçado. Não conversamos ainda sobre esses profissionais, não sabemos nem se eles gostariam de trabalhar conosco. Só acho que são profissionais de alto nível, mas toda decisão vai depender desse comitê gestor e desse diretor-executivo que será contratado.

De 2011 para cá, o Flamengo revelou garotos muito promissores. Quais sãos seus projetos para as divisões de base do clube?


As divisões de base do futebol são fundamentais. Em toda a história do Flamengo as nossas grandes conquistas estiveram sempre associadas ao aproveitamento dos jogadores da base. O Zico, inclusive, vai nos ajudar muito com isso porque ele é um exemplo de jogador que saiu da base do Flamengo e foi o maior jogador do mundo na sua época. Essa atual geração tem jogadores extremamente promissores, alguns que já estão perto de poderem integrar o time principal, outros que precisam ser trabalhados, mas eu acho que são extremamente promissores. O que acontece ao longo do tempo com relação às divisões de base do Flamengo, o Flamengo sempre formou grandes jogadores, isso desde que eu era muito pequeno, mas na maior parte das vezes o Flamengo vendia, se livrava dos jogadores que formava. Isso desde que o Flamengo vendeu o Gerson para o Botafogo, depois formou um time muito bom em meados da década de 60, em 67 foi campeão de juvenis com o ataque Zequinha, Dionísio, Luiz Carlos e Arílson. O Zequinha foi trocado pelo Zélio com o Botafogo, foi uma vergonha. O Luiz Carlos chegou a ser jogador de seleção brasileira, foi vendido para o Vasco da Gama, na maior transação da época, mas a desculpa que se dava era que o Flamengo sempre vendia seus jogadores. A única época em que o Flamengo manteve os jogadores que formou foi aquela geração formada nos anos 70, que acabou redundando num time campeão do mundo. Final dos anos 80 e 90 também nós formamos aquela geração campeã da Copinha que tinha Djalminha, Marquinho, Paulo Nunes, Junior Baiano, Leonardo, e foram todos negociados. Vários deles, Aldair, foram campeões brasileiros, mundiais em 94, base do Flamengo e nenhum deles pertencia mais ao Flamengo. Nós temos que manter esses garotos, trabalhá-los bem e a nossa filosofia vai ser sempre com a priorização da base.

Qual o seu projeto para os demais esportes do clube, os chamados esportes olímpicos? Pretende priorizar algumas modalidades?


O Flamengo tem uma tradição de excelência nos esportes olímpicos. Há alguns anos nós tínhamos dezenas de jogadores nas equipes olímpicas brasileiras representando o Flamengo. A gente quer resgatar isso, nós já estamos inclusive conversando com esses atletas, tivemos uma reunião muito boa com os atletas laureados do Flamengo. Estamos aproveitando as sugestões que eles nos passam. E a ideia é voltar a ter excelência em todos esses esportes. O remo, por exemplo, é a história do Flamengo. Não estaríamos aqui conversando se não existisse o remo. O Flamengo surgiu em 1895 como um clube de regatas e em 1912, quando foi criado o departamento de futebol, isso só aconteceu porque já existia o clube de regatas. Já pensou que desagradável se nós tivéssemos de escolher um outro time aqui. Se o Flamengo de futebol não existisse, eu poderia ser Fluminense, Botafogo, Vasco da Gama. Realmente não ia ser nada agradável. O remo é uma prioridade total, e os esportes olímpicos no Flamengo serão tratados com a ideia de resgatar as tradições que o Flamengo sempre teve nessa área.

O senhor falou um pouco sobre o formato da gestão que pretende implantar no clube. A última pergunta é se a ideia de transformar o clube em empresa o agrada. Acha benéfico isso?


Não existe projeto nenhum de transformar o Flamengo em sociedade anônima ou em qualquer outro tipo de sociedade empresária. O Flamengo vai continuar sempre sendo um clube social e desportivo. O que acontece é que essa equipe que nós estamos trazendo para o Flamengo, que tem pessoas altamente qualificadas, empresários, executivos, vai nos permitir que o Flamengo seja administrado com os requisitos mínimos de transparência, de governança, de eficiência, de excelência, de uma excelente sociedade anônima. O Flamengo vai ser administrado como se fosse sociedade anônima. Com meritocracia, mas jamais será uma sociedade anônima. Somos totalmente contrários a isso. Foi muito bom vocês me perguntarem porque alguns outros candidatos têm espalhado que o nosso grupo está querendo transformar o Flamengo em sociedade anônima para retalhar depois o clube e prejudicar o interesse dos sócios-proprietários. Pode esquecer. Nada disso é verdade.

AS PERGUNTAS DOS OUTROS CANDIDATOS:


Patricia Amorim: Qual o seu projeto para a casa de São Conrado?


O imóvel de São Conrado faz parte das tradições do Flamengo, era lá que se concentrava aquela grande geração que nós tivemos, o time campeão mundial de 81 se concentrava lá. Hoje em dia, é um imóvel que não tem muita serventia para o Flamengo em termos empresariais. Ele não pode ser utilizado para esportes, não tem sentido ter uma sede adinistrativa longe da Gávea, longe do Ninho do Urubu. Nós já estamos em negociações e estudando a possibilidade de fazer algum tipo de permuta, algum tipo de projeto que, apesar das tradições do prédio, nos permitam utilizar o nosso patrimônio da melhor maneira, objetivando sempre maximizar os lucros, entre aspas, do Clube de Regatas do Flamengo.

Jorge Rodrigues: A Chapa Azul garantiu que, em caso de vitória, Zico voltaria a trabalhar no clube num cargo remunerado. Ele assegurou em seu site oficial que não aceita cargo algum. Já tem um nome para substituí-lo?


Houve aí um mal-entendido. Acho que o candidato Jorge Rodrigues não entendeu exatamente a nossa proposta. Nunca foi falado que o Zico exerceria um cargo remunerado no Flamengo. O Zico tem contrato com a seleção do Iraque (ele se desligou nesta terça-feira) e apoia a nossa candidatura. Ele se colocou à disposição para nos ajudar em tudo que a gente precisar em relação ao futebol. Já tivemos reuniões com o Zico, no momento ele está no Brasil, e ele vai fazer parte do comitê gestor do futebol, pairando acima de todos os executivos que comporão esse comitê, mas sem que isso represente um cargo remunerado. Acho que não podemos pensar no futebol do Flamengo sem consultar o nosso maior ídolo, a personagem mais ilustre da história do Flamengo.


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