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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Fla promete elevar investimento olímpico, mas despista sobre Cielo e basquete


Cielo faz campanha para Patrícia Amorim na eleição e continuação no Fla não é certa

Pedro Ivo Almeida e Renan Rodrigues

As mudanças no Flamengo com a chegada da nova diretoria presidida por Eduardo Bandeira de Mello não devem se restringir ao departamento de futebol. A estratégia de profissionalizar a gestão com cargos remunerados também será adotada nos esportes olímpicos. A promessa é de aumentar o investimento na área, uma das que teve mais resultados na gestão Patrícia Amorim, mas detalhes sobre o futuro do nadador César Cielo e da equipe de basquete ainda são desconhecidos.

Apesar da diretoria despistar, o UOL Esporte apurou que já houve uma reunião entre dirigentes dos esportes olímpicos com o estafe que comanda o basquete do Flamengo, prometendo a contratação de pelo menos um reforço de peso. Atualmente o time carioca está na primeira colocação do NBB, com quatro jogos e quatro vitórias.

Cielo, que assinou com o Flamengo no meio de 2010, foi um dos 'cabos eleitorais' da mandatária na tentativa de reeleição presidencial, e tentativa pessoal de Patrícia Amorim em fortalecer o nado no clube carioca. A renovação de contrato com o campeão olímpico dos 50 m é feita sempre no final de cada temporada, mas o novo vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, Alexandre Póvoa, evitou dar maiores detalhes antes de tomar posse.




Foto César Cielo tira foto com torcedor mirim durante homenagem do Flamengo com calçada da fama Fernando Azevedo/Fla Imagem

"São dois esportes [natação e basquete] que foram muito bem, mas ainda podem melhorar. Vamos conversar com todos e trabalhar. Prefiro não falar nada sobre futuro destes atletas. Vamos aguardar a coletiva de apresentação", disse Póvoa, que, assim como no futebol, contará com um diretor da pasta para tomar decisões e gerenciar o trabalho.

"Nossa ideia é repetir nos Esportes Olímpicos o organograma do futebol. Teremos um vice, que sou eu, e um diretor executivo para cada esporte. Vamos profissionalizar e investir em modalidades que não receberam a devida atenção nesta última gestão. Precisamos aproveitar o momento e tornar o Flamengo uma potência olímpica até 2016, não só em basquete e natação", completou.

Nos últimos Jogos Olímpicos, o Flamengo enviou 20 atletas para representar o país, ficando atrás apenas do Pinheiros-SP, que levou um a mais. Mesmo assim, os resultados acabaram não sendo os esperados. Apenas Cielo conseguiu uma medalha (bronze nos 50 m) e a maioria dos participantes não alcançaram nem a final de suas provas. Para Póvoa, alguns esportes não receberam a mesma atenção de natação e basquete.

"Seria indelicado e incoerente com a nova postura profissional que pretendemos implementar no clube, anunciarmos qualquer decisão antes de definirmos o nome do Diretor Executivo de Esportes Olímpicos do Flamengo, que obviamente terá um grande peso em todas essas questões . Quero lembrar que não assumimos ainda o clube, temos acesso apenas parcial às informações", disse o vice presidente, repetindo o discurso utilizado pelos novos mandatários para o departamento de futebol.

Sobre a ginástica, que sofreu com o incêndio no ginásio Cláudio Coutinho, com prejuízo calculado de R$ 800 mil, a expectativa é de que o seguro ajude na reconstrução do espaço. "Estamos ainda em fase de transição e entendendo o clube, sobretudo na parte financeira. Sobre o ginásio [incendiado], fomos informados pela atual direção que o seguro está em dia, aguardando o resultado da perícia para ser acionado", encerrou.




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