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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Acusados de matar torcedor afirmam terem recebido apoio de ex-dirigentes do Flamengo



Por Gabriela Moreira, para o ESPN.com.br


Agência Estado


Protesto no Ninho do Urubu, em 2011, teve integrantes da Torcida Jovem
Relações entre clubes de futebol e torcidas organizadas que extrapolam as arquibancadas. É o que revela uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, sobre a Torcida Jovem do Flamengo (TJF), à qual a ESPN teve acesso.
Tolerância que fez com que acusados de cometerem um assassinato, recebessem, na prisão, visita de dirigentes do Flamengo, dois dias depois do crime. É o que afirmam dois presos pela Divisão de Homicídios. Segundo eles, através dos emissários, o clube teria oferecido ajuda financeira e jurídica para se defenderem das acusações.



De acordo com o depoimento do preso _ que é um dos acusados de matar o torcedor da Força Jovem Vascaína Diego Martins Leal, em agosto passado _ o então vice-presidente de Finanças do Flamengo teria ido à carceragem acompanhado do diretor financeiro da Jovem Fla, Alexandre Medeiros, que acabou preso três meses depois.



O depoimento deste acusado é repetido por outro integrante da TJF, preso na mesma ocasião.



Dirigente nega ida à prisão e outro confirma

No dia 6 de dezembro, Michel Levy prestou depoimento em cumprimento à intimação policial. Ele negou a ida à prisão e disse que não manteve qualquer relacionamento com os presos. Informou, ainda, que na data citada pelos acusados estava fora do Rio.



Já outro dirigente, Luiz Cláudio Cotta da Silva, conhecido no Flamengo como Cacau Cotta confirmou que visitou o preso na cadeia. Segundo ele, que à época era o vice-presidente Social do clube, esteve com o acusado numa manifestação de solidariedade.



Na ocasião, disse Cotta à polícia, ele colocou o clube à disposição para ajudar a família do preso.



Quanto a ter ajudado os acusados financeiramente, Cotta respondeu: “não se recorda de ter entregue qualquer quantia para o preso”.

Por dois dias, Michel Levy foi procurado pela ESPN para comentar os depoimentos nos quais foi citado. Ele não retornou aos recados deixados pela reportagem.

Os depoimentos dos dirigentes foram colhidos no decorrer da operação Fair Play, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio. Onze integrantes da Jovem Fla foram presos e denunciados pelo Ministério Público. O grupo responde pelos crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha, em processo que corre no II Tribunal do Júri.


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