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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Meta para o Fla tem que ser ganhar tudo", diz Bandeira de Mello




Novo presIdente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello promete choque de gestão e pente-fino nas contas de seus antecessores


Por Flávia Ribeiro, da PLACAR 


"No momento, não tem como você pensar no Adriano como solução para o time de futebol. Temos que cuidar do ser humano." / Crédito:

Alexandre Loureiro


O senhor foi executivo do BNDES por 25 anos. Por que ser presidente do Flamengo?

Ninguém estava satisfeito com a situação do Flamengo. Nosso grupo é formado por rubro-negros de arquibancada, rubro-negros apaixonados. E todos eles muito bem-sucedidos em suas atividades profissionais. Aí a gente resolveu participar do processo (eleitoral), usando um pouco da reputação, da credibilidade, da experiência dessas pessoas para ver de que maneira a gente poderia ajudar o clube.

O senhor prometeu um choque de gestão no Flamengo. Na prática, o que isso significa?

O Flamengo vai ser administrado por profissionais contratados. Nós, dirigentes, vamos manter nossas atividades. Se bem que eu estou programado para, pelo menos em um primeiro momento, ficar 100% com o Flamengo, estou me aposentando do BNDES. Mas os vice-presidentes têm os seus trabalhos, então vamos funcionar como o conselho de administração de uma grande empresa: nos reuniremos para traçar objetivos, estratégias, discutir problemas, mas o dia a dia do clube vai ser tocado por profissionais contratados. Como em qualquer empresa.

Como será o comitê gestor?

É exatamente isso que se assemelha a um conselho de administração de uma sociedade anônima. Vai ser composto por mim e os vice-presidentes e vai funcionar em nível estratégico, delegar o trabalho para os executivos profissionais, estabelecer metas e cobrar desempenho.

Não pode ficar confuso?

É um modelo que funciona em sociedades anônimas. Todos viemos de grandes empresas. Se funciona nelas, não tem como não funcionar aqui.

Qual é a primeira missãoda nova administração?

Acho que a questão das finanças decurto prazo é a que nos aflige mais.

O senhor vai fazer uma auditoria nas contas da última gestão, da Patrícia Amorim?

Com certeza. Não da administração Patrícia, mas das contas do Flamengo de uma maneira geral. Nós estamos fechando com uma grande empresa para, no prazo de uns 90 dias, nos dar um retrato do que são as finanças do clube.

Qual é a dívida do Flamengo?

Fala-se em 600 milhões de reais, mas pode ser mais.

O que vai mudar no departamento de futebol?

Ele vai ser profissionalizado. Já trouxe o Paulo Pelaipe, diretor executivo, que vai se reportar ao Wallim Vasconcelos, vice de futebol, e ao comitê gestor. Abaixo dele, estamos conversando para ver como vai ficar o cargo de gerente, que hoje é ocupado pelo Zinho. Tem o treinador, também, Dorival Júnior: a permanência dele vai depender de como ele vai se acertar com o Paulo Pelaipe.

E em relação aos jogadores? O Flamengo tem fama de ser um time em que os jogadores fazem o que querem. Isso vai mudar?
Realmente, o Flamengo tem a fama de deixar as coisas serem levadas de maneira frouxa — não posso dizer que é realidade porque agora é que estou tomando pé da situação. Mas a ideia é que a gente trabalhe em cima de disciplina e responsabilidade.

O Adriano vai ter espaço?

O Adriano é meu ídolo, é ídolo dos meus filhos. Fico muito triste quando começam a associar a imagem dele à vagabundagem. Ele não é nada disso. Mas no momento não tem como você pensar no Adriano como solução para o time de futebol. Temos que cuidar do ser humano primeiro. Depois que ele superar, quem sabe a gente não pensa nele como solução de novo para o futebol do Flamengo.

Qual a meta para os próximos três anos, no futebol?

Meta para o Flamengo tem que ser, sempre, ganhar tudo. É obrigação.

O que é mais difícil: dirigir o Flamengo ou dirigir um banco?

O Flamengo. Porque, além da complexidade do negócio, você tem a paixão.

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