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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ibson vence 'guerra fria' com diretoria do Fla e ganha status de intocável em 2013




Meia Ibson desabafa após marcar um gol pelo Flamengo no Campeonato Carioca 2013
Pedro Ivo Almeida
Do UOL, no Rio de Janeiro


Ibson nunca abandonou o inferno e chegou ao céu de maneira tão rápida. Em pouco menos de um mês, o jogador do Flamengo venceu uma guerra fria com a diretoria, provou seu valor dentro de campo, deixou o status de jogador negociável para trás e se tornou intocável no esquema do técnico Dorival Júnior para a sequência da temporada.

A briga começou no meio de janeiro, quando o diretor Paulo Pelaipe afirmou que pretendia cortar alguns jogadores com alto custo-benefício e colocou o meia à disposição no mercado. Ibson não se conformou e “partiu para o confronto”. Seus ataques, porém, vieram dentro de campo.

Com boas atuações e um desabafo calculado após marcar um gol contra o Madureira, o camisa 7 virou o jogo e deixou o dirigente-desafeto em maus lençóis. Sem argumentos, Pelaipe se viu de mãos atadas e percebeu que o “tiro” de negociar um dos destaques do time no início de 2013 poderia sair pela culatra.

Mas o cartola não desistiu. E Ibson não aguentou. Mesmo diante dos fatos que davam razão ao jogador, o diretor insistiu em negociá-lo. Na última semana, a informação de uma negociação com o Palmeiras sem que o camisa 7 soubesse foi o estopim para que a guerra esquentasse ainda mais nos bastidores.

Ibson se irritou e ameaçou abandonar a concentração na véspera do clássico contra o Vasco, situação que acabou contornada. “Não quero lembrar disso. Me preocupo apenas em jogar futebol, evito estes assuntos”, disse o jogador.

Foi aí que o técnico Dorival Júnior entrou na história. O comandante do time comprou a briga de seu jogador e afirmou que não pretendia ver Ibson longe do clube.

“Eu, como treinador, já falei que é o ano de recuperação dele. Ele vai continuar aqui. Está tendo tranquilidade para trabalhar e vai crescer muito. Preciso muito dele no meu time. É um excelente jogador e não vai sair", disse o treinador.

Tranquilo após brigas nos bastidores, Ibson não esconde dos mais próximos o sentimento de vitória e agora reforça o discurso “paz e amor” para esquecer o conturbado início de 2013 fora de campo.

“Amo essa torcida e, graças a Deus, as coisas estão se encaixando. Fiz uma excelente pré-temporada, trabalhei nas férias e só quero trabalhar bem. Agradeço ao Dorival e não quero pensar em outras coisas. Só fico satisfeito que a torcida está me apoiando e feliz que aprendi a amar essa camisa ainda mais. Só posso falar que vou sempre honrar este clube”, completou o jogador.



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