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terça-feira, 5 de março de 2013

Fla confirma fim do apoio à ginástica e ao judô e só mantém base e escolinha




Diego e Dani Hypolito, Rosicléia Campos e Érika Miranda perdem patrocínio


Por Lydia GismondiRio de Janeiro


Daniele e Diego Hypolito com uniformes do
Flamengo (Foto: Reprodução / TV Tribuna)

A diretoria do Flamengo confirmou o fim do apoio financeiro à ginastica e ao judô profissionais na manhã desta terça-feira. De acordo com o planejamento feito pelo vice-presidente de esportes olímpicos, Alexandre Póvoa, em conjunto com o diretor executivo da pasta, Marcelo Vido, o clube vai manter as duas modalidades apenas com categorias de base e escolinhas, como aconteceu com a natação. A diretoria rubro-negra chegou a tentar um apoio com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para manter as modlidades, mas a entidade não mostrou interesse em ajudar.

- Infelizmente nós estamos sendo obrigados a suspender temporariamente as equipes de ginástica artística e judô - disse Póvoa, em entrevista coletiva na sede da Gávea.

Desta forma, o Flamengo deixa de patrocinar atletas como Diego Hypolito, Jade Barbosa e Daniele Hypolito, no caso da ginástica. No judô, perdem o emprego nomes importantes, como a técnica da seleção brasileira feminina, Rosicléia Campos e a atleta olímpica Érika Miranda, além de João Gabriel Schillitler, Breno Viola e Nacif Elias. Antes deles, o judô rubro-negro teve em seus tatames medalhistas olímpicos como Aurélio Miguel (ouro em 1988) e Henrique Guimarães (bronze em 1996). Dos esportes olímpicos, apenas o basquete, o remo e o pólo aquático serão mantidos.
Érika Miranda e Rosicléia também perdem com
decisão da diretoria do Fla (Foto: Reprodução)

No fim do ano passado, após a vitória de Eduardo Bandeira de Mello na eleição presidencial do clube, a nova diretoria já havia anunciado o fim da equipe de natação, que tinha como expoente o campeão olímpico e bicampeão mundial Cesar Cielo, além de Nicholas Santos, Leonardo de Deus, Thales Cerdeira e Henrique Barbosa, antigos membros do P.RO.16.

Em novembro de 2012, o ginásio Cláudio Coutinho, onde a equipe de ginástica treinava, foi destruído por um incêndio. Desde então, os ginastas vinham utilizando as instalações do Velódromo, que, entretanto,fechou as portas no último dia 8 de fevereiro. O local será demolido para a construção de um novo, já que não atende aos requisitos necessários para receber as Olimpíadas de 2016. Sem o Velódromo, os atletas do masculino passaram a treinar em São Paulo, e do feminino,em Três Rios, interior do Rio de Janeiro.

Incêndio em ginásio do Fla teve prejuízo de cerca de R$ 800 mil (Foto: Fernando Azevedo / Fla Imagem)

Esportes olímpicos do Fla entre altos e baixos nos últimos anos
Os esportes olímpicos do Flamengo passaram por outras crises na última década. Em 2009, a gestão de Márcio Braga anunciou não ter verbas para renovar os contratos dos esportes olímpicos, exceto o remo e o basquete - o primeiro é uma obrigação assegurada pelo estatuto do clube, e o segundo tinha patrocinador próprio. O desgaste foi enorme com os principais nomes da ginástica, mas um acordo com a prefeitura de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, apareceu como salvação. A ajuda de R$ 80 mil mensais, no entanto, nunca foi dada, já que problemas burocráticos emperraram o acordo.
Acordo firmado com a prefeitura de Niterói não
rendeu frutos em 2009 (Foto: Ag. Estado)

Patrícia Amorim, então vice-presidente de esportes olímpicos, foi substituída por João Henrique Areias no cargo, e os problemas no basquete foram evidenciados. O novo dirigente montou um projeto para oferecer a equipe a uma cidade do estado do Rio de Janeiro e vender cotas de patrocínio a pessoas físicas e jurídicas do município, com o objetivo de arrecadar R$ 150 mil por mês. Areias conseguiu um patrocínio, colocou os salários em dia e fechou acordo com a Arena da Barra para mandar os jogos da final da primeira edição do Novo Basquete Brasil (NSS). O time sagrou-se campeão mas, no dia seguinte ao título, Areias desligou-se do cargo.

A eleição de Patrícia como presidente do Flamengo, empossada em janeiro de 2010, fez osinvestimentos em esportes olímpicos crescerem. A mandatária negociou dívidas com salários da ginástica, fechou novos patrocínios para o basquete e investiu na natação, contratando Cesar Cielo como carro-chefe de uma equipe que contava ainda com Joanna Maranhão, Nicholas Santos, entre outros.

Patrícia Amorim entre Cielo e Nicholas Santos: fim da gestão, fim dos contratos (Foto: Satiro Sodré / Agif)

Desde a eleição de Bandeira de Mello, porém, os cortes começaram. Novo vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, Alexandre Póvoa anunciou que os contratos que venciam em 31 de dezembro de 2012 não seriam renovados, mas garantiu que os salários atrasados – segundo ele, dos três meses anteriores -, seriam quitados pela nova gestão. Em janeiro, foi a vez do lutador de MMA José Aldo parar de usar o escudo do clube. O campeão peso-pena do UFC, porém, não descarta retomar o acordo no futuro.


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