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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Flamengo não dá prazo para pagar R$ 750 milhões e diz que time forte só em 2014



Presidente Eduardo Bandeira de Mello ao lado de seus vices, todos realistas sobre o futebol em 2013 Foto: FlaImagem Diogo Dantas

Ao abrir a "caixa preta" das finanças do Flamengo e encontrar um rombo de R$ 750 milhões, apresentado ontem após o fim de uma auditoria de três meses, a nova administração disse praticamente um feliz ano novo para o torcedor: se tudo der certo, é possível que em 2014 haja dinheiro disponível para montar um time de futebol forte.

— Talvez seja impossível montar o time dos nossos sonhos no curto prazo. Este ano de 2013 vai ser difícil. Para 2014 pode haver um alívio maior e vamos ter um time forte — disse o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Diante dos dados, ficou claro que a diretoria está de mãos atadas enquanto não encontrar novas receitas. De um lado, o vice de finanças Rodrigo Tostes lembrava que 80% da dívida trabalhista, de R$ 91 milhões, precisam ser pagos em 2013. Do outro, o vice de marketing Luiz Eduardo Baptista dava alento, prometendo passar a casa dos R$ 80 milhões em patrocínios no ano.

— Para pensar em construir o time dos sonhos é preciso dinheiro. O orçamento que nos foi entregue é de R$ 4 milhões para este ano, e a meta é chegar a R$ 80 milhões — disse Bap, como é conhecido.

O dirigente prometeu que o time estreará o novo uniforme da Adidas, no Brasileiro, com a camisa mais recheada de patrocínios. E novamente clamou para que a nação rubro-negra entrasse no plano de sócio-torcedor, que hoje tem 13 mil participantes.

— Estamos aqui por amor. A torcida tem que entrar em campo. Vocês vão ficar chorando ou vão agir? — questionou o vice de marketing.

A chegada de reforços, promete a diretoria, não depende do pagamento da dívida, que não tem um prazo e nem deve ser quitada até o fim da atual administração, em 2015.

— Não existe mágica. O prazo depende das receitas. E elas também do torcedor — endossou Rodrigo Tostes.

O presidente promete que não haverá caça às bruxas, mas a ex-mandatária Patricia Amorim já deu sua resposta, citando a aliança da atual diretoria com os ex-presidentes Márcio Braga e Kleber Leite.

— Tive receitas bloqueadas por penhoras do Márcio e do Kleber, mas minha gestão não deixou nenhuma penhora. Ainda paguei R$ 140 milhões de dívidas de gestões passadas. Deixei R$ 800 milhões da Rede Globo até 2018, mais R$ 350 milhões da Adidas por dez anos — disse Patricia.

Bandeira finalizou:

— O inquérito aberto pode levar a responsabilidade de alguém.



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