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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dívida de R$ 750 milhões assusta Fla: 'É pagável, mas não no curto prazo'




Clube apresenta diagnóstico da auditoria que constatou rombo maior do que o esperado nas contas do clube


Por Fabio Leme e Richard SouzaRio de Janeiro



Dirigentes observam apresentação no telão em
entrevista na Gávea (Foto: Richard Souza)

O Flamengo já sabe quanto deve. Agora, precisa encontrar soluções para pagar. Na noite desta quinta-feira, na sede do clube, na Gávea, a gestão de Eduardo Bandeira de Mello apresentou a conselheiros e jornalistas o resultado da auditoria contratada para diagnosticar a saúde financeira do Rubro-Negro. Os números assustam. O estudo apontou um rombo de R$ 750,7 milhões nos cofres do clube - 300% acima do estimado inicialmente pelos antigos dirigentes. Depois de três meses de análise, os auditores da Ernst & Young concluíram o estudo. Além do presidente, participaram da entrevista os vice-presidentes de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o Bap; de finanças, Rodrigo Tostes; e jurídico, Flávio Willeman.

- É uma notícia ruim, a dívida é maior do que esperávamos, mas tenho confiança de que, com o time montado, vamos conseguir virar esse jogo. Não dá para chegar na cobertura sem construir a portaria. O departamento financeiro trabalha em dois pilares: redução de despesas e processo. A dívida de R$ 750 milhões é pagável, mas não num curto prazo. Aproximadamente R$ 40 milhões foram parcelados e renegociados para adiante - disse Rodrigo Tostes.

A principal fatia da dívida é com o fisco, num total de R$ 394 milhões de impostos não pagos. Deste número, R$ 86,7 milhões correspondem ao período em que Patricia Amorim comandou o clube, de 2010 a 2012. Outros R$ 184 milhões são referentes a dívidas trabalhistas e pagamentos judiciais. Há ainda R$ 172 milhões separados para cobrir futuras despesas com condenações.

O vice jurídico, Flávio Willeman, explicou que encontrou uma situação precária em seu departamento quando chegou ao clube. A gestão de Eduardo Bandeira de Mello no Rubro-Negro completa nesta sexta 100 dias.

- O Flamengo dispensava seus empregados e não pagava uma verba trabalhista. Encontramos uma fragilidade absurda nas execuções fiscais contra o clube, as penhoras. Não havia estratégia de estancamento dessa sangria. Encontrei pulverização grande de escritórios de advocacia. E encontrei algo em trono de R$ 500 mil do jurídico com escritórios de advocacia. Esses foram os principais problemas que o jurídico encontrou - afirmou.

Confira os principais pontos da entrevista:

Como se explica para o torcedor do Flamengo que o clube chega uma divida desse tamanho?

Tostes - Acho que essa realidade não acontece mais. Isso era uma realidade e um dos motivos que tomamos essa decisão (de fazer a auditoria). Então vamos fazer o que é devido. Não é nenhum mérito pagar os impostos e o governo está com uma mão muito mais pesada.

Tem alguma expectativa de futuras dificuldades que vocês esperam?

Eduardo Bandeira de Mello - As dificuldades continuam. Fizemos muito para resgatar a credibilidade, a conquista das certidões foi uma vitória. É um trabalho que se renova e vamos matar um leão por dia para mantê-las. Encontramos o clube em uma situação de atrasos em situação indébita de impostos, que não é parcelável. Mas conseguimos, em condições severas, algo que ainda compromete nosso fluxo de caixa. É uma situação que requer um acompanhamento constante. O que vai nos aliviar são as novas receitas, que o Bap vai trazer.

O programa sócio-torcedor é a grande receita do momento para a montagem de um elenco forte?

Rodrigo Tostes - Sem dúvida, precisamos de dinheiro novo, mas a dívida é pagável. Não existe um pílula mágica. A solução dos problemas do Flamengo são os 40 milhões de torcedores. Chegamos no primeiro estágio, identificar o problema. Mas dar uma resposta para quando vamos pagar tudo, depende das receitas novas que vão entrar. Precisamos trabalhar, renegociar as dívidas e colocar dinheiro novo. Não vamos investir no time só quando a dívida for paga. Saber o tamanho do problema vai ser essencial do passo que vamos dar.


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