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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Vice de marketing não coloca excursão no exterior como prioridade




Parceria com a Adidas terá papel central no plano de internacionalização do clube da Gávea



Camila Mattoso e Marcelo Damato

Luiz Eduardo Baptista valoriza parceria com Adidas (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Enquanto o departamento de futebol fala em aproveitar o período de paralisação do Brasileiro para fazer excursões ao exterior, a posição do marketing é a de que ainda não é hora para lançar o plano de internacionalização, iniciando o caminho no qual os mestres são clubes como Manchester United, Real Madrid e Barcelona.

– Tem o desafio do calendário e teremos de fazer escolhas. Agora nós temos uma prioridade muito clara: botar dinheiro no clube. Não é hora de pensar em jogar fora do país – diz o vice de planejamento e marketing, Luiz Eduardo Baptista.

Para Bap, nem mesmo conquistas como os contratos com Peugeot e Adidas, mais a obtenção das Certidões Negativas de Débito em tempo recorde (menos de cem dias), mudaram a situação do Flamengo:

– Você está debaixo do viaduto, passando fome e vai se preocupar se vai viajar na primeira classe da Emirates ou da British? Cai na real. Este não é seu mundinho hoje.

Neste futuro, o acordo com a Adidas terá papel central. A partir de maio, quando será um dos cinco principais clubes de uma das duas maiores marcas de material esportivo do mundo, o Flamengo logo começará a ser exposto em lojas do mundo todo, em especial, na Europa. Obviamente os resultados só aparecerão depois de alguns anos. Por enquanto, a meta é ser o primeiro clube do Brasil.

Enquanto o plano global não dá a partida, o clube tenta aproveitar as oportunidades que surgem. Para a época das Copa das Confederações, quando o Brasileiro estará paralisado, o time poderá realizar treinos e amistosos na Alemanha ou nos Estados Unidos, segundo o diretor de futebol, Paulo Pelaipe. Se, como diz Bap, essa excursão não é prioritária, tampouco atrapalha.

Bate-Bola

Luiz Eduardo Baptista
Em entrevista exclusiva ao LANCE!

Como pode influenciar a questão do patrocínio com o processo de internacionalização do Flamengo?

Darei um exemplo. Nós queremos internacionalizar a marca do Flamengo e aí um supermercado muito legal, de uma determinada região do Brasil, aparece como alternativa. É óbvio que não vai dar certo. Na hora em que eu disser o que quero, o cara vai olhar para mim e dizer que a passagem para Paris está cara, que uma pré-temporada no Qatar não é para ele. E eu o entenderia.

O que vocês planejam para internacionalizar, além de jogos fora?

Nós temos o desafio natural do calendário brasileiro e vamos ter de fazer escolhas neste sentido. Agora, nós temos uma prioridade muito clara, que é a de botar dinheiro no clube. A nossa visão é a seguinte: o Flamengo é Brasil e o Brasil é Flamengo. Cada gringo que vier para cá tem de levar um produto do Flamengo. Se o cara leva berimbau, por exemplo, por que não levar outras coisas?

Quais os passos precisam ser dados, então, para começar isso?

A internacionalização vem primeiro com o licenciamento, com um guarda-chuvas de produtos. O cara não pode comprar uma caneca hoje e não achar na semana que vem porque a empresa fechou. Tem de ser mais profissional neste sentido. Precisa ter uma série de produtos, ter capilaridade. Acho que o Flamengo hoje não tem esse poder para bater na porta dos caras, mas a Adidas tem. Tem gente do Flamengo que acha que a Adidas vai tomar conta dos produtos e eu fico me perguntando quais produtos são esses. Não temos nada. Estamos protegendo o quê? O que dá 30 mil reais de royalties por ano? Nós vamos ser um dos cinco maiores da Adidas, vamos ter preferências, com exposição nas lojas deles e produtos nossos para vender.



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