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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Incomodado, Marcos Braz diz nesta sexta se aceita assumir o futebol


Após reunião, ex-vice avalia retorno ao cargo, mas rechaça abrir mão de disputar eleição para vereador: ‘Esse rapaz é muito difícil’, diz Patricia


Por Janir Júnior e Richard SouzaRio de Janeiro


O convite está feito; falta a resposta. Depois de decidir pela demissão do vice de futebol Paulo Cesar Coutinho e comunicá-lo por telefone, a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, foi imediatamente atrás do substituto. O escolhido foi Marcos Braz, que exerceu a função em 2009. Patricia e Braz se reuniram por cerca de duras horas na noite desta quinta-feira em um restaurante na Barra da Tijuca. No encontro, que terminou no início da madrugada desta sexta, a mandatária convidou o ex-dirigente para retornar ao cargo. Braz ficou de comunicar sua decisão ao longo do dia.


Marcos Braz deixa a reunião do Flamengo (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)

Ao fim da reunião, Patricia Amorim deu o tom da conversa em uma frase.

- Esse rapaz é muito difícil – comentou, sorrindo.

Assim como Patricia, que tenta a reeleição, Marcos Braz concorre a uma vaga na Câmara dos Vereadores. Como teria que se dedicar intensamente ao cargo no clube, com viagens e o agitado dia a dia, ele teria de abrir mão da sua candidatura, algo que sequer cogita.

E é aí que está o principal entrave, que chegou a causar incômodo em Braz pela conotação política que vai além dos muros da Gávea.

- A chance é zero (de não participar da eleição). Ela questionou a minha candidatura a vereador, se eu teria tempo. O Flamengo não tem que se meter em parte política. Tem que ser apartidário. Fui convidado e vou dar a resposta. Tive um jantar com a Patricia, expus minhas necessidades, a situação, ela colocou a posição dela. Está todo mundo cansado. Tive agenda de campanha o dia todo, acho que ela também. Durante o dia vou comunicar minha decisão – afirmou.

O vice de finanças Michel Levy participou da reunião, que também contou com a presença do vice-presidente de Administração e do Fla Gávea, Cacau Cotta. Cacau, aliás, seria uma opção em caso de negativa de Marcos Braz. O vice geral Hélio Paulo Ferraz também poderia acumular funções.

Assim como no encontro que definiu a saída de Coutinho, Zinho ficou fora da reunião com Braz, apesar de a mudança atingir diretamente seu departamento. O diretor de futebol passou a noite de quinta-feira com seu telefone desligado.


Cúpula do Fla: Marcos Braz, Cacau Cotta (à frente), Patricia Amorim (encoberta) e Michel Levy (casaco preto (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)

- A Patricia sabe como eu trabalho, sabe da relação que eu tenho no cenário nacional em função do título, do tempo. Fui diretor, passei muito tempo como vice de futebol. Ela sabe da minha relação com os jogadores, que vai ser importante para a diretoria. Essa coisa de que o Flamengo vai cair é balela, isso não vai acontecer. Caso ocorra o meu retorno, que fique claro que eu não sou nenhum salvador. O Flamengo é maior – disse Braz.

O Flamengo vive momento delicado no Campeonato Brasileiro. Com 27 pontos, o time ocupa a 16ª colocação, e vem de sequência de seis partidas sem vitória, sendo quatro derrotas consecutivas. Com contrato até dezembro de 2013, o treinador Dorival Júnior tem respaldo em seu trabalho, e não corre risco de demissão.

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