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sábado, 29 de dezembro de 2012

Nova diretoria do Fla se espelha em modelo de gestão adotado por rivais

Minas e Pinheiros servem de exemplo; Marcelo Vido assume cargo de diretor executivo de esportes olímpicos da Gávea: 'Será um grande desafio'


Por Danielle RochaRio de Janeiro


O exemplo veio dos rivais. Minas e Pinheiros são o modelo de gestão e qualidade administrativa que o Flamengo quer ter num período de médio a longo prazo. Para tentar encurtar o caminho, a nova diretoria contratou Marcelo Vido como diretor executivo de esportes olímpicos. O ex-jogador de basquete que teve passagem pelo clube e defendeu o Brasil nos Jogos de Moscou 1980 e Los Angeles 1984, deixou o Minas após sete anos de trabalho na gerência de marketing e negócios.

Eduardo Bandeira de Mello, o vice de esportes olímpicos Alexandre Póvoa e Marcelo Vido durante entrevista coletiva na Gávea (Foto: Danielle Rocha / Globoesporte.com)

- O Flamengo disputa com eles a hegemonia de ceder atletas para as Olimpíadas, mas está muito atrás em termos de gestão. E nada melhor do que trazer o diretor de lá. Para se ter uma ideia, o orçamento dos esportes olímpicos anual do Minas é o dobro do daqui (o Rubro-Negro teve cerca de R$ 15 milhões este ano). Sendo 100% financiado por patrocínio, lei de incentivo e escolinhas. Hoje nós estamos pegando o clube com metade deste orçamento e só 20% dele é coberto por receitas de patrocínio, escolinhas e lei de incentivo. O resto é financiado pelo clube - disse Póvoa.

De acordo com o planejamento, em um ano cada modalidade terá de caminhar com as próprias pernas. Com o pensamento de que "craque o Flamengo faz em casa", a ideia é investir na base, melhorar a infraestrutura para atrair mais sócios e praticantes para as escolinhas também. Mais uma vez o Minas serve de exemplo para Póvoa, que cita os 14.000 inscritos nas escolinhas de Belo Horizonte contra 2.000 na Gávea.

O desafio é grande e Marcelo Vido não nega. Deixa um clube social para tentar transformar os esportes olímpicos de outro que tem o futebol como carro-chefe e paixão.

- O fator futebol pode pesar positivamente ou negativamente, por conta da pressão da torcida. Mas um gestor tem que conviver com isso. Vai ter o imediatismo por causa do futebol, mas o futebol do Flamengo faz a marca importante e pode abrir portas. Pode ajudar, sim. o mercado de Belo Horizonte é menor que o do Rio e nos próximos 10 anos o esporte brasileiro estará num momento único. Fisicamente Minas, Pinheiros e Flamengo têm espaços fantásticos. Só que Pinheiros e Minas tiveram gestões que bateram na mesma tecla. O que não pode é o Flamengo ter menos recursos do que eles. Temos que buscar isso. É um desafio muito grande, vamos ter muito trabalho, mas estou muito motivado - afirmou Vido, que garante ser um desejo da nova diretoria montar um time profissional de vôlei.

Para ele, o mais importante para iniciar a gestão será resgatar a credibilidade do clube.

- A imagem tem que mudar. Esse é o desafio. Ter que buscar a credibilidade e transparência para que as empresas queiram investir. Temos também que criar uma estrutura de treinamento para tentar reter os atletas que formamos no clube.

Vido, que também fez parte do conselho de marketing do NBB e do Atlético Mineiro, diz que as categorias de base das modalidades serão reforçadas e seus treinadores valorizados. No caso da natação, que não renovará com Cesar Cielo e as outras estrelas da equipe adulta para 2013, o gestor acredita que a médio prazo seja possível buscar recursos na iniciativa privada para um grande projeto, mesmo sem contar com nomes de peso defendendo as cores do clube.

- São três competições importantes por ano e acho que os clubes deveriam discutir isso, se colocar do lado do patrocinador, e tentar mais competições para que possa ter mais visibilidade. O modelo americano tem seis etapas, por exemplo. Será que não poderíamos fazer algo parecido?

Já o vice de esportes olímpicos diz que o importante é tirar proveito da realização dos Jogos Olímpicos no Rio para melhorar a estrutura da Gávea. Sobre o contrato assinado na gestão da ex-presidente Patrícia Amorim com o Comitê Olímpico dos Estados Unidos, que escolheu o Flamengo como seu centro de treinamento em 2016, Póvoa diz que quer melhorar os termos.

- Ainda não vi o contrato, mas nos passaram os números e temos o maior interesse na parceria. O Minas fechou com a delegação da Grã-Bretanha (Marcelo Vido fez parte da negociação). Acho que dificilmente alguma delegação vai encontrar no Rio uma estrutura de vários esportes num mesmo lugar. A gente pode rediscutir e melhorar o contrato. Não podemos perder essa oportunidade das Olimpíadas. Queremos reformar a Gávea para ter chance de nos Jogos de 2020 mandar 60, 70 atletas na delegação brasileira. No caso da natação, neste momento é dar um passo para trás para dar dois à frente depois - disse Póvoa.




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