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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Pai de Ibson diz que ele quer ficar, mas critica postura do Flamengo




Laís Silva contesta justificativa do clube para negociar o volante: ‘Contratos foram feitos para serem cumpridos’


Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro

Ibson vê Fla tomando mesma postura adotada
com Love (Foto: Alexandre Cassiano / Ag. O Globo)

O Flamengo não descarta negociar Ibson, e o volante ficou incomodado ao saber que pode integrar a lista de negociáveis. O clube alega que não tem como quitar a dívida que tem com ele - assim como fez com Vagner Love - e considera alto o salário de R$ 300 mil. O jogador deseja permanecer, mas tem cinco meses de direitos de imagem em atraso. Aguarda uma posição do diretor executivo Paulo Pelaipe sobre o caso, que é apenas um dos episódios que geram incertezas entre os atletas.

De Portugal, onde foi resolver assuntos particulares de Ibson, Laís Silva, pai do jogador, comentou a situação. Disse que o camisa 7 entende a nova política de corte de gastos, está triste com a possibilidade de sair, mas que pretende cumprir o contrato. Laís revelou que já houve uma conversa do jogador com Pelaipe.

- Ele tem três anos de contrato e está à disposição. Ouviu as ponderações, entende e está trabalhando como sempre faz. O Clube de Regatas do Flamengo não é o Paulo Pelaipe, mas hoje tem uma nova gestão, e ele é o diretor executivo. Cabe a ele comunicar as diretrizes decididas pela nova gestão. O Ibson é jogador do Flamengo, que tem 100% dos direitos federativos e econômicos. Se o Flamengo entende que o salário está acima do que eles gostariam, ele entende, mas contratos foram feitos para serem cumpridos - disse, em entrevista à Rádio Brasil.


- O Ibson jamais tomaria uma atitude contra o Flamengo. Ele é o Flamengo. Essa gestão chegou agora, tem verbas penhoradas, nós entendemos isso e esperamos pacientemente. O empresário dele é quem cuida disso. No momento oportuno, o Paulo Pelaipe vai conversar outras vezes com o Eduardo Uram e equacionar essa dívida, encontrar a melhor maneira. Nós não cobramos, esperamos. A cabeça do Ibson está voltada para jogar futebol. Ele precisava de uma pré-temporada forte, isso que ele está fazendo. Ele está pronto para jogar se o treinador desejar.

Segundo Laís, Ibson entende o momento de transição do clube e não pretende tomar nenhuma atitude radical, como acionar o Flamengo na Justiça.


- O Ibson não é problema para o Flamengo, é solução. A nação rubro-negra sabe e conhece quem é o Ibson. Fiquem tranquilos, ele ainda vai dar muitas alegrias ao Flamengo nesse retorno. O Ibson é Flamengo, a pele dele é rubro-negra. Na pior situação, em 2007, ele retornou, o clube estava na penúltima posição. Dessa vez, ele estava no Santos, disputou o Mundial, foi campeão paulista jogando os 90 minutos, foi convocado de novo (pelo Flamengo) e foi. Vendo um amigo dele partir (Love), vendo outro nessa situação (Liedson), ele está triste, mas é profissional. Se o clube entende que quer colocar à venda, o que vamos fazer? Na hora de expôr seu atleta na mídia, tem que olhar para trás e ver que ele estava quietinho no Santos. A gestão anterior foi buscá-lo. Não é um atleta iniciante, tem um currículo invejável. Participou da campanha do hexa, do penta tri, ele entrou para a história do Flamengo.

O pai do jogador não vê o filho como um problema para o clube e crê que ele poderá ser muito útil em 2013. A terceira passagem do volante pelo Flamengo começou em maio do ano passado. Desde então, Ibson teve desempenho irregular e chegou a ficar no banco de reservas. Laís critica a forma como o clube tem conduzido o caso.

Na entrevista, Laís disse mais de uma vez que ele e o filho compreendem as dificuldades financeiras do clube, mas contestam o argumento de que o salário seja um empecilho.

- É um absurdo dizer que ele tem salário alto, uma incoerência. Qual clube não atrasa (salário), meu Deus? Ele está tranquilo, sereno como sempre foi. A resposta dele é sempre dentro do campo. Todas as vezes que foi convocado pelo Flamengo, ele foi correndo. Foi assim lá no Santos. Quando ele soube da proposta, não quis saber quanto ia ganhar, ele veio. E está feliz, muito feliz, apesar de todas essas situações. Eu, como pai e torcedor do Flamengo, espero que ele fique, mas não sou eu que decido.



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