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segunda-feira, 11 de março de 2013

Liminar que travou patrocínio da Caixa Econômica Federal ao Corinthians frustra Palmeiras, Santos e Flamengo.





Antonio Pani Beiriz.

O advogado gaúcho conseguiu.

Não só bloquear o patrocínio da Caixa Econômica Federal ao Corinthians.

Ele foi além.

Desmontou, pelo menos por enquanto, novas investidas da instituição federal.

A Caixa tinha adiantadas negociações com o Flamengo.

Com o Santos, Palmeiras, Atlético Mineiro, Sport.

E até com o ASA de Arapiraca, finalista da Copa do Nordeste.

O banco estatal resolveu investir no futebol em 2012.

Fechou contrato com Avaí, Figueirense e Atlético Paranaense.

Não houve reclamação.

Os clubes estão em centros menores do futebol brasileiro.

Mas ao chegar ao Corinthians, chamou a atenção.

O clube paulista mesmo campeão da Libertadores não conseguia patrocínio master.

A crise vivida pelos Estados Unidos e Europa travava o mercado.

Foi quando em dezembro, como num passe de mágica, anunciou a Caixa Econômica Federal.

Com patrocínio de R$ 30 milhões ao ano.

Até 2014.

Com a promessa de a estatal comprar camarotes no Itaquerão.

E muito possivelmente batizar o estádio.

Pagar entre R$ 300 e R$ 400 milhões desejados pelo Corinthians.

Terminar assim a busca de dois anos para alguém assumir o namming rigts.

Já está acertado desde o meio de 2012 acordo com a Globo de divulgação do nome do patrocinador do Itaquerão.

Por 10% do acordo que o Corinthians fechar.

Foi com a Caixa no peito que o time foi campeão mundial.

Tudo estava indo às mil maravilhas.

Com os dirigentes dos clubes se fazendo de surdos.

Não prestando atenção à reclamação geral.

Sobre a injustiça de uma estatal colocar tanto dinheiro em um clube popular.

E desequilibrar o cenário brasileiro.

Os outros patrocínios não foram levados em conta por serem bem menores.

O Avaí recebe R$ 1,8 milhão por ano.

O Figueirense, R$ 1,2 milhão.

Subiu um pouco para o Atlético Paranaense: R$ 5,4 milhões.

Já com o Corinthians, o salto enorme: R$ 30 milhões por ano.

Pelo menos R$ 60 milhões garantidos até dezembro de 2014.

Isso foi demais, para um mercado congelado.

A desconfiança generalizada foi a que o clube estava sendo favorecido politicamente.

O nome do ex-presidente do Brasil, Lula, era dito em voz baixa por dirigentes de rivais corintianos.

Mas sem raiva.

Com inveja.

O patrimônio líquido da Caixa em 2012 foi de 10,8 bilhões de dólares.

Cerca de R$ 21 bilhões.

É a quinta instituição financeira do Brasil.

Em São Paulo, Santos e Palmeiras buscavam o mesmo patrocínio.

Assim como o Flamengo, que estava mais adiantado do que os dois.

Além da empolgada diretoria do ASA de Arapiraca.



Mas as negociações travaram.

Tudo por causa da liminar de Antonio Pani Beiriz.

O patrocínio do Corinthians foi suspenso.

O juiz federal Altair Antonio Gregorio, da 6ª vara Federal de Porto Alegre deferiu a liminar.

De acordo com o juiz, o banco deveria se limitar "apenas ao patrocínio dos temas que promovam a identidade do país.

E não de um mero segmento social, como o esportivo-clubístico-profissional, pois, afinal, torcer é ato sectário,

diferente do mero admirar ou praticar o esporte."

Foi mais além.

Escancarou o desequilíbrio de forças que a Caixa estava promovendo.

"A situação aqui é diversa daquela em que a CEF, como fez em Santa Catarina.

Dispensou patrocínio às agremiações locais ( Avaí e Figueirense).

Lá se respeitaram as condições de equilíbrio local.

Patrocinando-se os clubes mais relevantes do Estado.

Evitando-se o sectarismo do patrocínio a apenas uma única agremiação regional."

Suspendeu o patrocínio.

E ainda impôs uma multa diária de R$ 150 mil se sua sentença não fosse cumprida.

A decisão passou a valer desde 28 de fevereiro.

A direção da Caixa avisou que parou de pagar os R$ 2,5 milhões mensais ao Corinthians.

O clube continua jogando com a publicidade no peito.

Há a certeza no Parque São Jorge que a Caixa derrubará a liminar.

Mas não está sendo tão rápido como o presidente Mario Gobbi esperava.

A situação já é preocupante.

O advogado gaúcho Antônio Pani Beiriz explica porque decidiu interferir na situação.

"A propaganda é ilegal.

A Caixa Econômica não pode patrocinar times particulares, que visam lucro, pois isso infringe a Constituição Federal.

Como a Caixa é empresa pública, dinheiro totalmente da União, de impostos, fundo de garantia, ela só pode fazer propaganda institucional, informativa...

E não é um nome estampado na camiseta que remete a isso.

O juiz, no despacho, entendeu que a Caixa não pode fazer esse tipo de comercial", disse ao R7.

Bateu forte em quem acredita ter sido o facilitador desse patrocínio.

O ex-presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva.

"O Lula é um despachante de luxo.

É um intermediário.

Não só nesse caso da Caixa e Corinthians.

Mas de empréstimos como para Eike Batista, Odebrecht...

Vai com a faixa presidencial cravada no peito ainda."

Falou sem medo ao repórter Gabriel Vendramini.

Explicou porque entrou com a ação, sem esquecer do que acontece no futebol gaúcho.

"Em tese, o Banrisul não deveria patrocinar Grêmio e Internacional.

Mas, enquanto a Caixa é 100% dinheiro público, o Banrisul é 40% particular e 60% estatal.

Em tese não poderia patrocinar.

O juiz entendeu que aqui pelo menos tem equilíbrio.

Como (o Banrisul) patrocina os dois times de maior expressão do Estado.

Em São Paulo, como tem quatro times de grande porte, entendeu que houve um desequilíbrio."

Suar frases repercutiram pelo Brasil.

A sentença do juiz Altair Antônio Gregório ainda mais.

Bem fundamentada, tem criado enormes problemas.

A liminar trouxe luzes incômodas à direção da Caixa Econômica Federal.

A acusação de favorecimento ao Corinthians é uma péssima propaganda.

Ninguém esperava resistência ao patrocínio, ao envolvimento com o futebol.

Mesmo se os muitos advogados da entidade privada conseguirem derrubar a liminar.

O objetivo do advogado gaúcho foi atingido.

A Caixa Econômica Federal foi exposta.

Ficou claro o favorecimento, a escolha da entidade por alguns clubes.

Assim como já fez a Petrobrás com o Flamengo.

E a Eletrobrás com o Vasco.

Desta vez, o banco com 100% de dinheiro público teve de recuar.

A cúpula da Caixa Econômica Federal está repensando sua estratégia envolvendo o futebol.

Porque há a certeza de novas liminares se fechar com Palmeiras, Santos, Flamengo.

Se esperam centenas.

Pessoas que defendem o princípio da igualdade.

Ou se ajuda todos os clubes ou nenhum.

Mesmo sob influência de quem quer que seja.

Até um ex-presidente.

Antônio Pani Beiriz conseguiu seu objetivo.

Sua liminar atingiu em cheio a bilionária Caixa Econômica Federal.

O falido futebol do Brasil espera pela reação do banco estatal.

Pelas palavras do seu presidente, Jorge Fontes Hereda.

Dirigente que sempre fez questão de não aparecer.

Não nesta ação de patrocínios a clubes brasileiros.

Principalmente no acordo envolvendo o Corinthians.

Mas agora não há como fugir.

Os holofotes estão voltados a ele.

Como não queria.

Foi seu principal pedido.

Ao começar essa história de envolvimento da Caixa com o futebol.

Mas já são dez dias que o Corinthians está sem receber.

Hereda vai ter de se explicar...







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