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terça-feira, 17 de julho de 2012

Fla prioriza nomes de peso, racha diretoria e pode terminar a janela sem reforço



Novela volta a se repetir. Em 2011, André e Kléber foram os alvos e dividiram a diretoria. No fim, Fla não contratou nenhum deles



A janela de transferências internacionais tem se tornado uma novela à parte no Flamengo e com desfecho previsível. O atual cenário corrobora para que os últimos capítulos deste ano sejam iguais aos de 2011, com mudanças apenas nos protagonistas e em suas respectivas posições.

O Rubro-Negro planeja acertar com o futuro camisa 10 para o Brasileirão nos próximos quatro dias. Sem Diego e com resistência interna de parte da cúpula a Riquelme, o clube ainda crê que encontrará uma solução para a saída de Ronaldinho.










A difícil missão de garimpar o reforço ideal não esbarra apenas nas dificuldades já impostas pelo mercado. O próprio clube cria uma situação à parte guiada por interesses políticos.

Assim como Diego e Riquelme dividiram opiniões em 2012, no ano passado, André e Kléber eram os protagonistas do dramalhão que norteava a busca por um atacante, posição eleita como prioridade pela antiga cúpula.

Alguns colaboradores da última novela seguem no clube. A presidente Patricia Amorim e o vice de finanças Michel Levy, sempre do mesmo lado, desta vez apoiaram a corrente por Diego. No ano passado, a dupla havia escolhido o Gladiador, que estava no Palmeiras, como o alvo.

Contrários à ideia deles, em 2011, Vanderley Luxemburgo e Luiz Augusto Veloso, que ocupava o cargo de diretor de futebol, faziam o coro por André, hoje no Atlético-MG. Este ano, foi a vez de Paulo Cesar Coutinho, vice de futebol, e Walter Oaquim, vice de relações externas, liderarem a ala de dissidência, endossando os pedidos por Riquelme.

Em 2012, ainda houve um capítulo extra que envolveu a contratação de Juan (leia mais ao lado). A preferência ou não pelo zagueiro provocou até o embate entre Michel Levy, contrário à negociação, e Patricia e Zinho, favoráveis ao retorno do jogador.

No fim, o Flamengo, a pedido de Luxemburgo, fechou com o atacante Jael, contrariando Michel Levy. E a história, mais uma vez, conspira para que o sonho pelo 10 acabe em pesadelo ou contemporizado por algum reforço da linha caseira ou de aposta.

TN7: outro fracasso

O fracasso do Flamengo em negociações por jogadores tarimbados não remonta apenas às tentativas por André e Kléber no ano passado.
No início desta temporada, depois de as conversas se arrastarem por quase dois meses, o clube perdeu Thiago Neves para o rival Fluminense. E, assim como agora, o Rubro-Negro colocou-se no papel de vítima.


Em momento algum, o Flamengo admitiu que perdeu o meia pelo falta de êxito e melhor condução da negociação.


O clube escolheu o agente do jogador, Léo Rabello, como o intermediário das conversas com Al Hilal, da Arábia Saudita, que tinha um agente boliviano como representante.


Além de não cumprir os prazos estabelecidos pelos árabes quando o Flamengo contratou Thiago Neves por empréstimo, o clube não contou com a vontade do próprio jogador em permanecer.


De camarote, o Fluminense acompanhou o imbróglio e agiu rapidamente depois da virada do ano. O clube, primeiramente, acertou as bases do contrato com Thiago Neves e, depois, viabilizou a compra do jogador. Ao Fla, restou só lamentar.


Os rachas por reforços

André x Kléber (2011)
No meio do ano passado, a prioridade do Flamengo era contratar um atacante tarimbado. André, que estava no Dínamo de Kiev, foi um pedido do técnico Vanderlei Luxemburgo que contou com o apoio de Luiz Augusto Veloso, diretor de futebol. O vice de finanças Michel Levy e a presidente Patricia Amorim, entretanto, queriam Kléber. Ambos receberam propostas do clube. No caso de André, Veloso viajou à Europa para negociar diretamente com os dirigentes do Dínamo. No fim, o Atlético-MG conseguiu a contratação de André e o Palmeiras não liberou o Gladiador. Na última semana da janela de transferências, o Fla, então, acertou com Jael, que estava na Portuguesa, a pedidos de Luxemburgo. A contratação, porém, não teve aval de Michel Levy.

Diego x Riquelme (2012)
Michel Levy, apoiado pela presidente Patricia Amorim e pelo diretor de futebol Zinho, encabeçou as negociações com o Wolfsburg (ALE) por Diego e até viajou à Alemanha para tratar sobre o assunto. Enquanto isso, Paulo Cesar Coutinho, vice de futebol, e Walter Oaquim, vice de relações externas, endossavam o coro pela contratação de Riquelme.

Juan
Promessa de campanha da presidente Patricia Amorim, o zagueiro voltou à pauta de contratações nas últimas semanas. Zinho, que também queria o retorno de Juan, foi o responsável pelas conversas com o jogador. O nome dele, entretanto, também não foi uma unanimidade. Michel Levy não foi favorável à contratação de Juan em função dos altos custos que a operação custaria aos cofres do clube rubro-negro.

fonte lance.com
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