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terça-feira, 17 de julho de 2012

Ranking das promessas no BR12



Não é sinônimo de trabalho bem feito ou de um grande planejamento. Há casos até em que é exatamente o contrário. Mas perceber exatamente o quanto cada clube aproveita seus pratas da casa é um bom termômetro para perceber os planos de cada um. Nesse contexto, Flamengo, Santos e São Paulo se diferem da maioria.

Mais da metade dos jogadores do elenco profissional saíram das categorias de base, ainda que muitos deles - como Vitor Saba, Lorran, Frauches ou Paulo Sérgio - sequer sejam relacionados. No Santos, várias gerações se juntam no elenco de Muricy Ramalho, onde os pratas da casa são os protagonistas. O São Paulo, a todo custo, tenta tirar de Cotia os elementos para ter um time novamente campeão.

O Olheiros levantou os elencos profissionais dos 20 clubes da Série A para, justamente, aferir onde as crias da casa têm mais espaço. Por mais que os dados devam ser relativizados, os dados trazem alguns elementos importantes para a discussão sobre o futebol brasileiro. Um clube como o Vasco, por exemplo, não pode ter só quatro nomes da base no grupo principal. Abaixo, confira o papel de cada clube e tire suas próprias conclusões. (Dassler Marques)

1º) Flamengo – 23 pratas da casa
(Paulo Victor, César, Marcelo Carné, Marllon, Frauches, Welinton, Aírton, Muralha, Rômulo, Ibson, Luiz Antonio, Camacho, Vitor Saba, Lorran, Jorge Luiz, Diego Maurício, Negueba, Thomás, Lucas Quintino, Adryan, Mattheus, Fabiano Oliveira e Paulo Sérgio)

Se a máxima “craque se faz em casa” ainda povoa o imaginário do Flamengo, também é possível dizer que se compõe elenco com os frutos das categorias de base: 57,5% dos jogadores relacionados pelo site oficial do clube são pratas da casa. Líderes do ranking, os rubro-negros se apoiam de maneira maciça na geração campeã da Copa São Paulo de 2011, da qual dez jogadores participaram. Destes, porém, apenas Marllon e Adryan aparecem entre os titulares. Nome mais notável da lista, Ibson é um dos únicos a fazer o caminho de volta à Gávea após ser negociado em definitivo com outro clube – o outro é Aírton. (Leandro Stein)

2º Santos - 18 pratas da casa
(Rafael, Vladimir, Gabriel, Crystian, Ganso, Neymar, Douglas, Paulo Henrique, Gustavo Henrique, Adriano, Alison, Alan Santos, Anderson Carvalho, Felipe Anderson, Pedro Castro, Dimba, Geuvânio e Victor Andrade)

Com quatro titulares absolutos feitos em casa, o Santos tenta encontrar mais revelações em seu enorme contingente de promessas da base que orbitam no elenco de Muricy Ramalho. Diante dessa expectativa, até mesmo Victor Andrade, um /95, foi promovido dos juvenis aos profissionais. Sem Rafael, Neymar e Ganso, todos na Olimpíada, os santistas terão apenas Adriano como referência para os mais jovens. (DM)

3º São Paulo – 17 pratas da casa
(Rogério Ceni, Léo, Leonardo Navacchio, Lucas Farias, Danilo, Henrique Miranda, Luiz Eduardo, Bruno Uvini, Rodrigo Caio, Denílson, Wellington, Casemiro, João Felipe, Dener, Lucas, Rafinha e Ademilson)

O São Paulo aproveitou bem a geração campeã da Copa São Paulo 2010 e de lá saíram dois jogadores titulares dos profissionais hoje, sendo Lucas o grande craque do time ao lado de Luís Fabiano. Desde a época que tinha Carpegiani no comando técnico, o São Paulo mudou sua conduta de aproveitamento dos jogadores da base, promovendo no mínimo quatro atletas de cada geração. A nova postura tenta evitar a repetição do que foi feito na “Era Muricy”, no qual gerações foram praticamente dizimadas. (Jonatan Androwiki)

4º Palmeiras – 15 pratas da casa
(Bruno, Deola, Raphael Alemão, Fábio, Bruno Oliveira, Luiz Gustavo, Wellington, Renato Santos, João Denoni, Patrik, Patrick Vieira, João Arthur, Vinícius, Anderson Galdino e Caio)

Seguindo a sua tradição em formar bons goleiros, o Palmeiras aposta em jogadores exclusivamente da base para a sua meta, panorama que não deve mudar tão cedo a menos que Bruno ou Deola falhem sucessivamente. Os demais jovens por enquanto completam as lacunas de um elenco carente de talento e um clube sem grande poderio financeiro para contratar. Aos poucos, o antes relutante Felipão parece abrir brecha para os jovens, mas nenhum além dos goleiros briga por titularidade. (JA)

5º Botafogo – 13 pratas da casa
(Renan, Milton, Andrey, Renan Lemos, Dória, Lucas Zen, Jadson, Rodrigo Dantas, Sassá, Cidinho, Jeferson, William e Vitinho)

Depois de certa dificuldade na revelação de jogadores ao longo da década passada, o Botafogo tem aproveitado bem os prodígios de suas categorias de base no período recente – especialmente após a conquista do Carioca Sub-20 em 2011. Em um elenco de 30 atletas, 43,3% foi forjado em General Severiano. Os destaques se concentram principalmente no meio de campo, com Lucas Zen, Jadson e Cidinho aparecendo regularmente entre os titulares. (LS)

5º Coritiba - 13 pratas da casa
(Rafael Martins, Victor Brasil, Luccas Claro, Bernardo, Timbó, Lucas Mendes, José Rafael, Rafael Silva, Thiago Primão, Artur, Willlian, Rafhael Lucas, Alex)

O Coritiba aposta principalmente novolante Willian, um dos pontos de equilíbrio da equipe vice-campeã da Copa do Brasil. Outro cada vez mais firme entre os titulares é o lateral esquerdo Lucas Mendes. São os únicos de um grupo de 13 jogadores, mas restrito a apenas dois quando o assunto é briga pela titularidade. (Rodolfo Zavati)

7º Fluminense – 12 pratas da casa
(Kléver, Digão, Elivelton, Wellington Carvalho, Wallace, Fábio, Rafinha, Higor, Marcos Júnior, Matheus Carvalho, Samuel, Wellington Nem)

Xerém segue dando bons resultados ao Fluminense, que conta com 40% de seu elenco formado nas próprias categorias de base. E, apesar das apostas do clube em jogadores consagrados, as promessas seguem ganhando suas oportunidades, a exemplo de Wellington Nem, Wallace e Marcos Júnior. A geração vice-campeã na última Copa São Paulo, aliás, ganhou o devido reconhecimento, com cinco representantes. Além disso, três garotos foram trazidos de outros clubes ainda na base, entre eles Samuel Rosa, artilheiro tricolor no Brasileirão 2012. (LS)

8º Bahia – 10 pratas da casa
(Renan, Bruno, Ávine, Madson, Dudu, Lenine, Gabriel, Paulinho, Fabio, Rafael)

Embora esteja apostando, desde que retornou à Série A, em um elevado número de jogadores com idade avançada e experimentados, o Bahia trouxe para este ano um elenco com uma boa quantidade - 10 - de talentos formados em casa . O tricolor possui como estrela do time um prata da casa. Gabriel é o comandante do meio, tendo já dado na temporada 20 passes para gol. (Lucas Alencar)

8º Figueirense – 10 pratas da casa
(Neto, Leonardo Rodrigues, Guti, Marquinhos, Jackson, Guilherme Lazaroni, Jean Deretti, William Pottker, Héber e Robert Fischer)

Revelador de bons laterais esquerdos nos últimos anos, entre eles André Santos, Filipe Luís e Juninho, o Figueirense tem novo jovem valor para a posição: Marquinhos Pedroso, titular no Brasileirão contra Bahia e Vasco, agradou e é nome para ser dono da posição que hoje pertence a Guilherme Santos num futuro próximo. Mas o novo xodó da torcida se chama Jean Deretti, que já é apontado como a maior revelação do clube desde Roberto Firmino. (JA)

8º Internacional – 10 pratas da casa
(Agenor, Alisson, Muriel, Renan, Romario, Josimar, Fred, João Paulo, Maurides e Zé Mario)

Com o crescimento da base do Inter na última década, a prospecção de talentos é maior e a maioria ganha chances rapidamente. Com a cessão de jogadores à seleção olímpica, mais jovens têm chances entre as fileiras de Dorival Júnior. Uma das meninas dos olhos da base é o atacante Maurides, 18 anos e que estreou contra o Flamengo, em maio. Ele deve beliscar mais algumas aparições quando Leandro Damião não puder atuar. (AA)

11º Atlético-MG – 8 pratas da casa
(Paulo Victor, Renan Ribeiro, Marcos Rocha, Bernard, Serginho, Fillipe Soutto, Leleu e Paulo Henrique)

Se o atual líder do Brasileirão faz a torcida do Galo sonhar com um título nacional após quatro décadas, os atleticanos já podem se orgulhar de um fato: o aproveitamento dos pratas na casa na equipe principal. Enquanto o lateral Marcos Rocha toma conta da ala direita, Serginho é importante na marcação do meio-campo e Bernard brilha neste início de torneio no meio-campo. (AA)

11º Grêmio – 8 pratas da casa
(Busatto, Marcelo Gröhe, Matheus, Saimon, Anderson Pico, Fernando, Felipe Guedes e Leandro)

Apesar da boa quantidade de pratas, o Grêmio tem apenas um como pilar: o volante Fernando, que evoluiu na marcação e ainda pode atuar como elemento surpresa e nas bolas paradas. Já o goleiro Marcelo Gröhe, desde 2005 no time principal, quer deixar de ser o “eterno reserva”, tendo sido banco de Galatto, Saha e Victor. Outros sofrem com as seguidas lesões, como o zagueiro Saimon, ou mostram irregularidade quando há chances, como Leandro ou Anderson Pico. (AA)

13º Corinthians - 7 pratas da casa
(Júlio Cesar, Danilo Fernandes, Marquinhos, Antônio Carlos, Denner, Matheusinho e Giovanni)

Depois de algum tempo sem muitas crias da casa no elenco, o Corinthians fez uso da geração campeã da Copa São Paulo em janeiro para alterar esse quadro. São cinco campeões que, somados a dois goleiros feitos no Parque São Jorge, mostram a intenção corintiana de voltar a valorizar os jogadores da base. Nenhum da relação, entretanto, possui status de titular, o que reforça essa tendência apenas para o futuro. Outros campeões como Gomes, Anderson Rosa e Douglas Tanque estão emprestados. (Dassler Marques)

13º Portuguesa - 7 pratas da casa
(Diego Augusto, Alê, Ivan, Bruno Felipe, Jean Mota, Henrique, Guilherme)

Responsável por lançar craques como o finado Dener e o meia Zé Roberto, a fonte da Portuguesa secou durante a fase negra do clube. Em 2011, com o retorno às primeiras divisões Brasileira e Paulista, a Lusa voltou também a colocar seus jovens em evidência, casos dos meias Henrique e Guilherme - este, constantemente assediado pelo Corinthians. Quem também começa a se destacar é o lateral ofensivo Ivan. (RZ)

15º Cruzeiro – 6 pratas da casa
(Rafael, Axel, Diego Renan, Elber, Charles e Lucas Silva)

Apesar dos 22 anos, o lateral Diego Renan é constante entre os titulares da Raposa desde 2009, assim como Charles – que tem a concorrência feroz dos inúmeros atletas da posição na equipe de Celso Roth. A situação mais difícil fica por conta dos goleiros Rafael e Axel, que terão que ser muito pacientes para substituir o capitão Fábio, que não dá brechas na equipe há anos. (AA)

16º Náutico - 5 pratas da casa
(Leandro, Douglas, João Ananias, Gustavo, Marcos Vinicius)

No retorno do Náutico à elite, a diretoria apostou na velha tática de trazer jogadores rodados. Dessa forma, os cinco jogadores revelados na base do Timbu deverão ser apenas meros coadjuvantes – principalmente o goleiro Leandro (apenas a 3ª opção), o lateral Douglas e o meia Marcos Vinícius, ambos /94. A maior expectativa era o volante Auremir, revelação do Pernambucano deste ano, mas o jogador foi para o Vasco. (Lucas Alencar)

17º Atlético-GO - 4 pratas da casa
(David, Renato, Francesco, Diogo Campos)

O Atlético-GO é mais um time que possui poucos jogadores revelados em casa. E que também deverá tê-los apenas para composição do elenco. Dos quatro pratas da casa, apenas Diogo Campos possui histórico entre os titulares, mas não deverá ficar com esse status nesse Brasileirão devido às presenças dos rodados Felipe, Marcão, William e Ricardo Bueno (LA).

17º Vasco – 4 pratas da casa
(Dieyson, Max, Felipe e Jonathan)

Vice-líder do Brasileirão, o Vasco conta com um elenco enxuto e sem muitos espaços para os jogadores formados em sua base. Apenas quatro dos 28 jogadores relacionados para o seu time principal foram criados na Colina. O número poderia até ser maior, não fossem as negociações de Rômulo e Allan nas últimas semanas. Os dois volantes eram os únicos a aparecer regularmente entre os titulares, ao lado do veteraníssimo Felipe, de volta ao clube de origem apenas para pendurar as chuteiras. Já Dieyson, Max e Jonathan ainda buscam chances maiores. (LS)

19º Ponte Preta - 3 pratas da casa
(Reynaldo, Renan Luís, Roger)

Tradicional reveladora de talentos, a Ponte Preta contraria sua história e vê apenas três jogadores formados no Moisés Lucarelli integrarem o elenco que disputa o Brasileirão. O principal deles é o artilheiro Roger, capitão e referência da equipe de Gilson Kleina. Depois de deixar a Macaca pela primeira vez em 2005 e causar polêmica graças a uma passagem pelo arquirrival Guarani, o rodado atacante retornou no início do ano. É sua terceira passagem pelo clube. (RZ)

20º Sport – 3 pratas da casa
(Saulo, Jackson, Ruan)

Lanterninha em número de pratas da casa ao lado da Ponte Preta, o Sport indica que, assim como o rival Náutico, não vai ter jogadores revelados em sua base atuando frequentemente entre os titulares. O goleiro Saulo, o mais velho deles, tem a concorrência do eterno ídolo Magrão; o meia Jackson tem a concorrência de Hugo (ex-São Paulo e Grêmio), Felipe Menezes e Thiaguinho; e o atacante Ruan deverá ser mero espectador diante do elevado número de jogadores para a posição no elenco – 11. (LA)

fonte http://olheiros.net
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