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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Apostas, Adryan e Mattheus ganham elogios de Dorival Júnior


Atacante começou bem contra o Santos, mas caiu de produção. Já meia foi perigoso no início da etapa final, e deixou o campo machucado


Por Lincoln ChavesSantos, SP



Adryan, 18 anos. Mattheus, também. Jovens promessas do Flamengo que, na quarta-feira à noite, entraram no gramado da Vila Belmiro para enfrentar o Santos (assista no vídeo aos melhores momentos da vitória santista por 2 a 0) com uma missão: diminuir às dúvidas de Dorival Júnior quanto ao time-base que levará a campo no decorrer do Campeonato Brasileiro. Dúvidas essas que já fizeram o treinador escalar dez formações diferentes nas últimas onze partidas.

Era o reencontro de uma dupla que já havia se destacado na conquista da Copa São Paulo do ano passado, mas que não atuava junta desde o início de uma partida ddesde 26 de julho, contra a Portuguesa - jogo, inclusive, que marcou a estreia de Dorival. De lá para cá, Adryan fez alguns jogos como titular e sequer foi relacionado em outros, enquanto Mattheus, que não esteve nas derrotas para Ponte Preta e Coritiba, ainda tenta firmar-se como opção ao treinador.

Contra o Santos, coube a Mattheus (apesar do número 43 às costas) o papel de ser o "camisa 10" da equipe, encabeçando o losango do meio-campo, que ainda tinha Muralha como homem próximo à zaga, Luiz Antônio aberto na direita e Ibson pela esquerda. Já Adryan (vestindo a camisa 37) foi a campo como segundo atacante e jogador mais próximo de Vagner Love.

O começo de jogo de ambos foi promissor. Com menos de um minuto de jogo, foi em Adryan - após passe de Mattheus - a primeira falta da partida, cometida por Patito Rodriguez. Caindo pela esquerda, o veloz atacante rubro-negro deu bastante trabalho a Patito e ao lateral-direito Bruno Peres nos primeiros minutos da partida.

Mattheus, embora inicialmente um pouco tímido no ataque, mostrou movimentação interessante pelo centro do campo. Em alguns momentos, até recuou para apoiar a marcação - como aos 11 minutos, quando antecipou-se a Arouca na grande área e fez o corte para escanteio - no momento em que o Santos esboçava maior pressão.

Aos poucos, porém, a dupla perdeu um pouco do "pique" inicial. Com a marcação mais forte pela esquerda, Adryan passou a jogar na direita. O atacante, contudo, viu-se ainda mais travado por ai, por vezes carregando a bola um pouco além do ideal, e já sem tanta facilidade para trocar bolas - o jogador terminou a partida como o rubro-negro que mais errou passes (6).

Já Mattheus gradativamente passou a se movimentar com mais frequência ao ataque, buscando a aproximação com Vagner Love. Porém, se por um lado o meia pouco errava passes - dos 16 que deu na partida, acertou 14 -, por outro se via em dificldade para avançar, e mesmo se deslocar para receber a bola, cercado pela dupla Arouca e Adriano, "campeã" de desarmes da noite (foram cinco de cada).

Na etapa final, Mattheus foi quem se sobressaiu na dupla. Mais incisivo, chegava às vezes a postar-se como um terceiro homem de ataque e já encontrava brechas na marcação. O crescimento do jogador na partida, porém, foi interrompido logo aos 15 minutos, quando sentiu incômodo na panturrilha e deixou o gramado de maca, para dar lugar a Negueba. À ocasião, era um dos jogadores mais perigosos do Flamengo.

Adryan, por sua vez, teve um segundo tempo mais discreto. Embora demonstrasse estar ligado no jogo e buscasse pressionar a saída de bola santista, o atacante seguia com dificuldades para embocar em direção a área. Acabou substituido por Botinelli aos 23 minutos.

Mesmo não tendo atuado durante os 90 minutos (ainda que por razões diferentes) e o resultado não ter sido o esperado pela torcida do Flamengo, a dupla deixou o gramado elogiada por Dorival. Em especial Mattheus, que por conta das dores sentidas no jogo, é dúvida para o embate de domingo, às 18h30, contra o Grêmio, no Engenhão, pela 25ª rodada - O Rubro-Negro é o 16º colocado, com 27 pontos.

- Eu fiquei contente com a entrada de Matheus, que fez uma boa apresentação, crescendo ao longo da partida. Infelizmente, ele sofreu uma lesão. O Adryan também (foi bem), dentro de uma condição aceitável. Mas vamos ter calma antes de pensar no que fazer para próximo jogo, que será tão complicado quanto esse - avaliou.

Um dos mais experientes do time rubro-negro, Vagner Love ressaltou a importância no incentivo aos jovens talentos. Para tal, o atacante lembrou seus primeiros passos no Palmeiras, quando recebeu apoio dos mais rodados no então quadro que disputou e conquistou a Segundona, voltando à elite do futebol nacional.

- Eles estão começando. Também comecei com 18, 19 anos. Naquela época tinha o Marcão, o goleiro, as pessoas que me ajudaram para eu ter força e disputar a Série B tão difícil. Espero ajudar a garotada e fazer o Flamengo sair dessa situação.




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