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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Após saída de Zinho, Fla vai estudar contratação de um gerente


Wallim Vasconcellos diz que não ficou surpreso com a decisão do ex-jogador de deixar o cargo


Por Richard SouzaRio de Janeiro




Eduardo Bandeira de Mello durante sua posse,
nesta quinta (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

Zinho disse não a nova gestão do Flamengo nesta quinta-feira. Em reunião com o novo vice de futebol do clube, Wallim Vasconcellos, o diretor de futebol de Patricia Amorim decidiu recusar o convite para virar gerente. A perda de poder e uma considerável redução salarial pesaram na decisão. Também nesta quinta, após a cerimônia de posse do presidente Eduardo Bandeira de Mello, Wallim deixou aberta a possibilidade de contratar um gerente para trabalhar com o diretor executivo Paulo Pelaipe e disse que a decisão de Zinho não o surpreendeu.

- Tive uma conversa com ele (Zinho), uma pessoa muito qualificada, ele disse que não se sentia confortável com a proposta, não quero entrar em detalhes, é uma pessoa do bem, rubro-negro. Saiu pela porta da frente. Não quis ficar, uma pena, mas nada impede que um dia ele possa voltar. As indicações sempre foram de que não ficaria. Não me surpreendeu. A gente está avaliando, eu e Pelaipe, se vale contratar um substituto. Temos um ou dois nomes, estamos pensando em eventualmente fazer uma proposta. Caso contrário vamos trabalhar só com o Pelaipe e mais para frente a gente vê – explicou o vice de futebol, que, perguntado sobre a chance de Fábio Luciano ser um destes nomes, respondeu que não há conversas com o ex-capitão.

Eduardo Bandeira de Mello adotou a mesma linha. Elogiou Zinho e disse que a saída foi amigável.

- Foi uma opção do Zinho, respeitamos, o Zinho merece nosso respeito, foi um grande jogador. Um jogador que faz parte da história do Flamengo, respeitamos, quem sabe mais para frente ele não volta para o Flamengo? Quero que ele seja feliz, continuamos amigos – afirmou o mandatário.

Além da questão financeira e da perda de força no clube, Zinho acredita que, mesmo com a chegada de Pelaipe, teria volume de trabalho parecido ao da função que exerceu na atual temporada. E, depois dos sete meses em que trabalhou grande parte do tempo sozinho, sem vice de futebol nem gerente, ele apostava numa valorização. Reduzir o salário, para ele, seria justamente o contrário.

Ele vai conceder uma entrevista coletiva às 10h desta sexta-feira, no Ninho do Urubu, para explicar os motivos de sua decisão.




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