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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A grande contratação do Flamengo

Erich Beting


O Flamengo anunciou, quase no último dia útil de dezembro, aquela que talvez seja uma de suas principais contratações. Marcelo Vido foi apresentado como novo diretor de esportes olímpicos do clube. Ex-Minas Tênis Clube, Vido retorna ao Rubro Negro agora como executivo (ele atuou no time de basquete do Fla nos anos 80).

A contratação de Vido é emblemática para definir o novo momento que vive o clube e que, na ponta final, pode refletir num poderoso retorno do Flamengo à condição de protagonista do mercado esportivo brasileiro. Um dos primeiros ex-atletas com formação acadêmica em gestão do esporte, Vido comandou ao lado de Sergio Bruno Zech Coelho uma revolução na gestão do Minas Tênis Clube.

Um dos principais clubes sociais do país, o Minas também é hoje um dos principais formadores de atletas olímpicos e, mais do que isso, um dos únicos clubes com modelos autossuntetáveis de modalidades esportivas. Muito disso tem a ingerência de Vido, que era gerente de marketing e negócios do Minas.

No Flamengo, sua missão será parecida. E, ao mostrar essa preocupação com o clube, a nova diretoria aponta para um rumo totalmente diferente das anteriores. No lugar do “popularidade a qualquer preço”, entra o lema “austeridade a todo custo”. Tanto que um dos passos mais importantes dado pelo clube rumo ao futuro foi a condução de Carlos Langoni a “vice-presidente de negociação da dívida”.

Renegociar a dívida e colocar executivos sem apadrinhamento político em cargos chaves do clube é o ponto de partida para que o Flamengo volte a ser um gigante. É o tal “choque de gestão” que muitos políticos em campanha apregoam mas que, quando chega a hora de sentar na cadeira de presidente, parecem não ter força para fazer.

Vido chega em boa hora ao Flamengo, talvez como a maior contratação para o departamento de esportes do clube que não o futebol. E, para o esporte brasileiro como um todo, é um alento que os clubes, cada vez mais, procurem profissionalizar suas estruturas. O esporte está com muito dinheiro. É hora de tornar a estrutura forte para que a grana não escoe assim que a economia brasileira frear.




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