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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Organizadas do Fla boicotam jogo em protesto contra preço dos ingressos




Protesto contra a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) começará a ser feito neste sábado, quando o Rubro-Negro enfrenta o Quissamã na estreia do Carioca



David Nascimento e Pedro Barboza - 17/01/2013 - 08:01 Rio de Janeiro (RJ)

Arquibancadas do Engenhão devem ficar vazias (Foto: Alexandre Loureiro)

Devido ao aumento dos preços dos ingressos para o Campeonato Carioca – de R$ 30 para R$ 40 o valor mais caro –, facções do Flamengo organizam um protesto para o jogo de sábado, contra o Quissamã, no Engenhão. Os torcedores ficarão durante toda a partida no lado exterior do estádio, torcendo como se estivessem nas arquibancadas, com faixas e instrumentos de percussão.

As facções Nação 12, Fla Manguaça, Jovem Fla e Raça Fla confirmaram a participação no protesto. Um dos idealizadores do projeto, Diego Silva, da Nação 12, afirmou que a manifestação só terminará quando os valores diminuírem.

– O nosso protesto só terá fim quando alguma medida para redução dos preços for tomada – disse.

O presidente da Jovem Fla, André Valladas, comentou que os valores praticados estão fora da realidade da torcida do Flamengo.

– A maioria da torcida do Flamengo é pobre. É muito fácil eles definirem os preços que quiserem, mas eles mesmos não pagam ingresso, ficam só no camarote.

Paulo Aparício, presidente de honra da Raça Fla, também comentou sobre o aumento nos valores dos ingressos.

- Acho um absurdo isso. O ingresso está muito caro e os horários ruins demais. Eles tinham que ter um plano para colocar os valores mais acessíveis não só para as torcidas organizadas, mas também para o torcedor que quer comparecer ao estádio. Isso só tende a diminuir o brilho do espetáculo - enfatizou.

O tenente-coronel do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios, João Fiorentini, informou que o protesto será apoiado pelo policiamento caso seja feito de forma pacífica.

- Se for um protesto pacífico, acredito que será apoiado pelo policiamento, já que as ruas estarão bloqueadas, não irá interferir em nada. Mas se não se portarem, iremos agir - afirmou.

CARTA AO PRESIDENTE EDUARDO BANDEIRA DE MELLO


As facções deixam claro que a manifestação não é contra o clube, comandado desde o último dia 2 por Eduardo Bandeira de Mello, e sim contra a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Uma carta foi enviada ao presidente para explicar o motivo do protesto.

– Essa é uma posição contra a Ferj e não contra o Flamengo. Além dos valores, não pode um jogo contra o Madureira, às 17h na quarta, e um clássico com o Vasco na quinta, às 19h30. Acredito que eles não querem a nossa presença. Depois o presidente da Ferj vai na TV falar que a torcida não comparece – disse o presidente da Fla Manguaça, Felipe Abreu.

Procurada pelo LANCE!Net, a Ferj informou através da assessoria que define apenas o valor mínimo, que é R$ 10. Os clubes decidem o restante. Já o Flamengo, através da assessoria de imprensa, não soube informar sobre os valores até o fechamento desta reportagem.

SEGUNDA RODADA DO CARIOCA PREOCUPA

O Estádio Conselheiro Galvão, no qual o Flamengo jogará na segunda rodada contra o Madureira, gera preocupação. Com capacidade para pouco mais de cinco mil pessoas, o local não recebe uma partida do time rubro-negro desde a temporada de 2009.

Em 2011, no jogo entre Madureira e Boavista, o árbitro Felipe Gomes da Silva relatou na súmula que teve seu veículo amassado por dirigentes do Madureira após uma confusão durante a partida, e que já havia sofrido ameaça dos mesmos.

Procurado, o tenente-coronel do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios, João Fiorentini, afirmou que o estádio foi liberado para jogos com times grandes.

– Todos os estádios solicitados pela Ferj passam por vistoria. Quatro órgãos precisam aprovar para o local ser liberado: Gepe, Corpo de Bombeiros, Crea e vigilância sanitária. Como a Ferj apontou o local para o jogo na tabela, o estádio foi liberado para as partidas – disse.

CONTRATO DO ENGENHÃO NA MÃO DO FLAMENGO

O diretor executivo do Botafogo, Sérgio Landau, afirmou que o contrato para uso do Engenhão já está nas mãos da diretoria do Flamengo. O dirigente aguarda que os responsáveis rubro-negros devolvam o contrato assinado nos próximos dias. O tempo do vínculo não foi informado.

Ainda sem a assinatura, o jogo deste sábado, contra o Quissamã, custará ao Flamengo R$ 53,5 mil, enquanto no ano passado cada jogo realizado no estádio custava R$ 28,075 mil, valor acordado em contrato.

COMPARAÇÃO ENTRE ANOS

2012 - Patricia Amorim

Valores
Em 2012, o preço máximo cobrado pelo ingresso nos jogos entre grandes e pequenos no Campeonato Carioca era o de R$ 30. Nos clássicos, o valor chegou a ser de R$ 60.

Cortesias do clube
Durante o ano passado, a diretoria da ex-presidente Patricia Amorim liberava as cortesias para as organizadas do Flamengo nos jogos do Campeonato Carioca. Não havia a necessidade de os torcedores das facções comprarem ingressos comuns para entrarem nos estádios.

2013 - Eduardo Bandeira de Mello


Valores
Neste ano, o preço máximo cobrado pelo ingresso no Campeonato Carioca foi estabelecido em R$ 40 para os jogos entre grandes e pequenos e em R$ 60 nos clássicos.

Cortesias do clube
A posição da diretoria do Flamengo é a de não fornecer ingressos para os jogos do Carioca com condições especiais para as facções. Assim, o presidente Eduardo Bandeira de Mello abriu mão da prerrogativa de liberar 5% das entradas, como estabelece o regulamento do torneio.



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