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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Dorival x Oswaldo: técnicos duelam entre confiança e críticas da torcida




Treinador do Flamengo superou desconfiança inicial com boa fase no Carioca, ao passo que alvinegro tenta guinada. Times se enfrentam neste domingo


Por Janir Júnior e Thales SoaresRio de Janeiro



A semifinal da Taça Guanabara entre Flamengo e Botafogo, neste domingo, no Engenhão, terá nos bancos de reservas dois técnicos que vivem fases distintas. Depois de um início instável na chegada ao Rubro-Negro no ano passado, Dorival Júnior tem conseguido conquistar a confiança da torcida. Pelo lado alvinegro, Oswaldo de Oliveira está há um ano no clube, viveu bons momentos no comando da equipe, mas nunca se viu livre da perseguição de parte dos torcedores. Em comum, os dois treinadores têm a experiência de terem passado por incertezas nos cargos e a atração pelo título do Campeonato Carioca.

Dorival Júnior chegou ao Flamengo no fim de julho do ano passado para substituir Joel Santana. No dia seguinte ao acerto, o treinador já foi para o banco de reservas no empate por 0 a 0 com a Portuguesa, pela 12ª rodada do Brasileiro 2012. Com o clube sem recursos financeiros para contratações e com um time que sofrera duas mudanças de técnicos - Vanderlei Luxemburgo fora demitido antes de Joel -, Dorival passou por uma fase de instabilidade. No fim do campeonato nacional, porém, conseguiu maior equilíbrio e engatou uma série de nove jogos sem derrota.

Dorival Júnior e Oswaldo de Oliveira, comandantes de Flamengo e Botafogo (Foto: Agência O Globo)

Com a eleição de Eduardo Bandeira de Mello para presidente e a chegada de Paulo Pelaipe para comandar o futebol, o futuro de Dorival entrou em pauta. Com contrato até dezembro de 2013 e uma alta multa rescisória, o treinador foi mantido no cargo. Na Taça Guanabara, levou o time a sete vitórias e um empate, com a melhor campanha entre todas as equipes e a vaga na semifinal com vantagem de empate.

- O Flamengo sempre foi o objetivo da maioria, senão de todos os atletas do futebol brasileiro. Eu nunca tive essa oportunidade, então você não tem ideia do quanto eu me senti preenchido em poder estar à frente de um clube como o Flamengo hoje. Sinto que é um desafio muito grande – disse Dorival, em entrevista ao Esporte Espetacular.

No total, o treinador comandou a equipe em 35 partidas, sendo 15 vitórias, 12 empates e oito derrotas.

No início da temporada, Dorival deixou clara sua análise sobre o Carioca:



- Time grande não pode deixar de brigar por títulos. Canso de ouvir que o campeonato regional não serve para nada. Talvez não sirva quando você ganhe, pois quando perde é um sufoco.

Já Oswaldo chegou ao Botafogo no início do ano passado e não conseguiu conquistar a torcida, mesmo com uma longa série invicta de 23 jogos até perder no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca, quando acabou com o vice-campeonato, sendo derrotado pelo Fluminense na decisão. Em seguida, teve um confronto de ideias com Loco Abreu, que resultou na saída do ídolo. Desde então, os gritos pedindo a sua saída não cessam.

Mesmo assim, Oswaldo mantém a confiança no seu trabalho e continua com suas ideias em prática. No fim do ano passado, passou um período de incertezas sobre a sua permanência. Mas o apoio dos jogadores - especialmente Seedorf, que o comparou a Carlo Ancelotti -, além da aposta da diretoria na sua continuidade, foi fundamental para seguir no clube.

- Minha função aqui é procurar fazer o melhor com conhecimento da minha equipe. Há uma conjunção de fatores para levar em consideração - disse o técnico.



No Botafogo, Oswaldo completou 74 partidas no empate em 2 a 2 com o Boavista, domingo passado, no Engenhão. Ele venceu 32, empatou 24 e perdeu 18.

Nos clássicos, venceu apenas o Vasco e tem um retrospecto total de três vitórias, sete empates e cinco derrotas. Na semifinal, contra o Flamengo, tentará derrubar uma série de 10 jogos sem vencer o rival.

- Não há nada diferente. É tentar vencer e vamos trabalhar esta semana para isso - afirmou Oswaldo, que é fã do Campeonato Carioca. - É a lembrança mais tenra que eu tenho do futebol. Meu pai (Oswaldo) me levava aos jogos quando eu era garotinho. Tinha apenas seis anos de idade quando fui pela primeira vez ao Maracanã - contou Oswaldo.






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