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terça-feira, 23 de abril de 2013

Diretoria do Fla aposta em autopromoção e mantém briga política com ataques




Presidente Bandeira (e) e Rodrigo Tostes, vice de finanças, conversam em coletiva
Do UOL, no Rio de Janeiro


O alto índice de aprovação entre torcedores e alguns feitos consideráveis na área financeira ainda não são suficientes para satisfazer a nova diretoria do Flamengo. Preocupado em se tornar unanimidade dentro do clube e buscando apagar os últimos “vestígios” de antigas gestões, o grupo do presidente Eduardo Bandeira de Mello mantém viva uma briga política com ex-presidentes e aposta na autopromoção para se firmar ainda mais no comando do rubro-negro.

Um dos principais líderes da nova gestão, o vice-presidente de marketing do clube, Luiz Eduardo Baptista, não cansa de destacar em seus discursos uma possível superioridade de seu grupo sobre os antecessores.


Flamengo Hernane comemora após marcar para o Flamengo contra o Macaé, pelo Campeonato Carioca Alexandre Vidal/Fla Imagem

“O Flamengo vem de 15 ou 20 anos de gestões complicadas e a conta está aí para a torcida analisar. O clube não tinha credibilidade até bem pouco tempo atrás. Hoje, com o grupo de empresários renomados que reunimos, tem bastante”, disse, em recente entrevista à Rádio Globo, quando questionado sobre o recente sucesso do Flamengo no campo financeiro.

Até mesmo conquistas de outras gestões são colocadas na “conta” do novo grupo na hora de lembrar as vitórias recentes. “Fechamos um contrato muito bom com a Adidas que coloca o Flamengo em um patamar de grandes clubes do mundo”, disse Baptista, ao se referir a um acordo costurado e acertado ainda na gestão Patricia Amorim.

Nos primeiros dias de abril, o grupou convocou uma entrevista coletiva para falar dos feitos dos primeiros 100 dias de gestão. Nomes como Flávio Willeman, vice jurídico, e Rodrigo Tostes, de finanças, estiveram presentes, representando as prosperidades do período.

Vices de áreas que não simbolizam tanto sucesso, porém, foram deixados de lado, como Wallim Vasconcellos, da pasta de futebol, e Alexandre Póvoa, responsável pelos Esportes Olímpicos.

No mesmo evento, foi apresentado o resultado de uma auditoria interna que apontava uma dívida de R$ 750 milhões. Sem apontar nomes, os membros da nova diretoria ressaltavam os rombos deixados pela antiga gestão, de Patricia Amorim.

Ao mesmo tempo, evitavam comentar a participação de outros ex-presidente que se tornaram igualmente responsáveis pela asfixia financeira e hoje se tornaram aliados.

A tentativa de enumerar vitórias e se tornar uma unanimidade seguiu nos bastidores. Após vitória na eleição do Conselho Fiscal, tradicionalmente dominado pela oposição, os aliados de Bandeira e Baptista tentaram uma mudança nas formas de alteração do Estatuto.

Em votação no Conselho Deliberativo, porém, o grupo sofreu sua primeira derrota. Por 135 votos a 133, a oposição evitou que fosse alterado o número mínimo de conselheiros para apresentação de uma proposta ao Estatuto. Delair, ex-presidente, aliado de Bandeira e atual comandante do Deliberativo, queria aumentar de 50 para 300 o número, fazendo com que a situação tivesse ainda menos poder no clube.

Mesmo com tal derrota, a situação segue soberana no clube. E, com a ajuda de uma bem elaborada autopromoção, segue o caminho para obter uma inédita maioria na tradicional guerra política rubro-negra.


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