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terça-feira, 30 de abril de 2013

VÍDEO - A Camisa Eterna, O Novo último MANTO da Olympikus para a Nação e a história da Olympikus com o Flamengo



Para homenagear o Flamengo no final do contrato esportivo, a Olympikus criou um manto sagrado feito dos mesmos tecidos usados nos coletes à prova de balas e nas roupas dos bombeiros. Uma camisa feita para durar para sempre, e que agora vai para o Museu do Flamengo. Uma vez Flamengo sempre Flamengo.


Olympikus. Orgulho de ser rubro-negro. Para sempre.



A Olympikus se despede do Flamengo nesta terça-feira. A relação começou em 31 de maio de 2008, quando, após meses de rumores, o clube confirmou que deixaria a Nike, maior fabricante de materiais esportivos do mundo, para fechar com a marca brasileira. E termina em 30 de abril de 2013, quando abre espaço para a alemã Adidas. No fim, a Olympikus conseguiu o que poucas fornecedoras conseguem no futebol brasileiro: visibilidade, prestígio e, muito mais raro, lucro.



A última ação realizada pela Olympikus surpreendeu – a empresa fez uma camisa do Flamengo de kevlar e nomax, materiais usados para a confecção de coletes à prova de balas, e a fez enfrentar impacto de 200 quilos, baixíssima temperatura, altíssima temperatura, enfim, testes para mostrar que a relação da marca com o clube resiste a tudo. Até ao fim do contrato. Mas as ideias bem sucedidas da empresa para se aproximar do flamenguista datam de bem antes.

Em maio de 2008, a Vulcabras/Azaleia investiu pesado para tirar a Nike do Flamengo. Foram R$ 10 milhões pagos em luvas, mais um contrato que envolvia R$ 5 milhões de patrocínio, R$ 8 milhões de garantia mínima, um valor mínimo referente aos royalties que o clube receberia da venda de uniformes, e 106 mil peças anuais, uma quantidade suficiente para vestir todas as modalidades e todos os funcionários do clube. Três vezes mais do que pagava a Nike.


Márcio Braga e Ricardo Hinrichsen, ex-presidente e ex-vice-presidente de marketing do Flamengo (Foto: VIPCOMM)

Mas a fabricante americana entrou na Justiça, alegou que o contrato que tinha, válido até junho de 2009, teria de ser respeitado e ganhou. A Olympikus teve de esperar até julho de 2009, um ano depois de anunciar que tinha fechado com o Flamengo, para assumir o fornecimento de materiais. Neste meio tempo, inovou. Impedida de colocar sua marca por questões jurídicas, inseriu três pontos de interrogação no espaço da camisa que receberia o logotipo.

De julho a dezembro de 2009, a Olympikus faturou muito. Empurrada pelo título nacional conquistado pelo Flamengo, o sexto, e pelo sucesso do atacante Adriano naquele segundo semestre, a marca vendeu 1,2 milhão de camisas rubro-negras em seis meses. O lucro da Vulcabras/Azaleia com o Flamengo chegou a R$ 9,6 milhões naquele ano, segundo revelou ao NEGÓCIOS FC um executivo que deixou a companhia no ano passado. Desta quantia, já foram descontados os custos, como o patrocínio e a garantia mínima.

No ano seguinte, em 2010, os resultados financeiros despencaram junto com o rendimento do time em campo. Mas, pior do que a falta de vitórias no Estadual, na Libertadores e no Brasileiro, quem mais prejudicou as vendas da Olympikus naquele ano foi o goleiro Bruno, preso e acusado de estar envolvido no desaparecimento da namorada, Eliza Samudio. Os maus resultados e a polêmica fizeram com que a Vulcabras/Azaleia tivesse um prejuízo de R$ 2,3 milhões com o Flamengo.


Adriano, em 2009: melhor ano da Olympikus no Flamengo (Foto: VIPCOMM)

Em 2011, o Flamengo contratou Thiago Neves, Ronaldinho Gaúcho e ganhou o Campeonato Carioca. Foi mal na Copa do Brasil e classificou-se para a Libertadores no Brasileiro. A fabricante voltou a lucrar, desta vez R$ 2,9 milhões. Mas o surgimento da primeira notícia de que a Adidas estava disposta a despejar dinheiro no Flamengo para tirar a Olympikus, no fim daquele ano, uma surpresa para a fornecedora, derrubaria as vendas de novo.

No ano passado, 2012, os rumores causados pelas negociações entre Patrícia Amorim, então presidente flamenguista, e Carlos Peixoto, ex-dirigente do time que intermediou a aproximação com a Adidas, fizeram com que os torcedores deixassem de comprar camisas do clube. Afinal, não comprariam uma peça que poderia sair de linha em breve. A Olympikus sentiu o golpe. Até o fim do ano, a marca encaminhava para um prejuízo de cerca de R$ 3,5 milhões, ainda segundo este executivo que prefere não ser identificado.

Com as finanças em risco e os rumores de que a Adidas teria sucesso cada vez mais fortes, a Olympikus fechou a torneira. Parou de pagar os royalties ao Flamengo em setembro do ano passado. Por mês, eram quase R$ 800 mil que o clube deixou de receber. Depois de várias rodadas de negociação, a fabricante brasileira concordou em acabar com a parceria antes do término previsto por R$ 10 milhões – R$ 7 milhões referentes ao dinheiro que tinha investido para a construção de um museu e R$ 3 milhões como compensação pelo rompimento do contrato.


Ronaldinho Gaúcho, em 2011, com a camisa do Flamengo (Foto: VIPCOMM)

Com o passar dos anos, o contrato foi reajustado. Em 2012, eram R$ 6,2 milhões pagos como patrocínio e R$ 9,8 milhões como garantia mínima, relativa aos royalties sobre as vendas. A Adidas elevou bastante este valor para substituir a marca brasileira. Os alemães pagarão, como patrocínio, R$ 12,5 milhões nos primeiros cinco anos e R$ 17,5 milhões nos últimos cinco anos do contrato de uma década. A garantia mínima será de R$ 8 milhões anuais.

No fim das contas, a Vulcabras/Azaleia deixou o Flamengo com a conta no azul e o prestígio gerado por ações bem sucedidas – além da “camisa indestrutível”, ainda houve a retransmissão do Mundial conquistado pelos cariocas em 1981, feita pela Rádio Globo em parceria com a Olympikus e a agência DM9Sul. Especialmente no futebol brasileiro, acredite, sair de um grande clube com saldo positivo é para poucos.



Fonte Link Link²




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