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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Deivid desabafa durante a coletiva: ‘Não estar feliz é um direito meu’


Fora do banco nos últimos jogos, ele ressalta respeito por Joel e deixa clara preferência em atuar como segundo atacante, fazendo dupla com Love


Deivid não está feliz. E deixou isso claro na entrevista coletiva que concedeu após o treino da manhã desta quinta-feira, no Ninho do Urubu. Mesmo depois de ter treinado entre os titulares, já que Vagner Love está suspenso, o atacante demonstrou insatisfação com o momento que vive no Flamengo. Ele não joga há mais de um mês, desde o dia 6 de junho. Num primeiro momento, ficou fora por sentir dores no tendão de Aquiles do pé direito. Já recuperado, foi preterido. Joel Santana não relacionou o camisa 9 para as três últimas partidas, contra Grêmio, Atlético-GO e Fluminense. Deivid não concordou, mas aceitou.


- Eu vinha numa sequência de bons jogos, contra Emelec, Lanús aqui, Vasco, depois saí do time por opção do treinador. Todo mundo sabe como é o futebol. Não houve nenhum tipo de conversa. Ele achou que o esquema tático não seria o ideal para me escalar. Não posso concordar, mas tenho que respeitar. Tenho mais seis meses de contrato com o Flamengo. Ele (Joel) é pago para comandar, eu sou pago para jogar. Você fica chateado por estar fora, mas tem que respeitar. Não estar feliz é um direito meu.



Deivid considera boa a relação com Joel e diz que tenta entender as escolhas do treinador.

- Eu também entendo o lado do treinador. São só 11 jogadores, mais sete no banco, fora os que não são relacionados. Às vezes, para quem está jogando, o treinador é muito bom. Para quem está no banco, é um filho da p..., e para quem fica fora é um safado. Você tem que ver o lado dele. Como eu disse: não posso concordar, mas tenho que respeitar.



Além da gangorra entre o campo e o banco de reservas, Deivid é um credor do Flamengo. Ele não recebe os direitos de imagem há 24 meses. Segundo o GLOBOESPORTE.COM apurou, cada parcela seria num valor de R$ 340 mil - totalizando um débito de R$ 8,1 milhões. Porém, o clube alega que o total de cada parcela é de R$ 250 mil - o que reduziria a dívida para R$ 6 milhões. Em 30 de janeiro, o atacante entrou com uma ação na 37ª Vara Cível do Rio de Janeiro sob alegação de pendência no pagamento dos direitos de imagem, num total de R$ 6,46 milhões, e reivindicando uma indenização por dano material. Segundo ele, a dívida não foi abatida depois da ação.

- Não temos conversado sobre isso. É um direito meu, trabalhei. As coisas vão se acertar um dia. Claro que dinheiro é importante para todo mundo, todos nós temos despesas, obrigações. Mas eu estou conseguindo me virar, viver assim. Espero que as coisas se acertem para eu seguir minha vida.

Apesar de estar cotado para ser o substituto de Love contra o Bahia, domingo, pela nona rodada do Brasileirão, o camisa 9 lembra que eles não jogam na mesma posição.

- Muita gente acha que jogo de atacante de área, não me considero reserva do Love porque não sou jogador de área. Jogo assim para quebrar um galho. Hoje treinei como segundo atacante, mais solto, saindo mais da área. É mais uma oportunidade e espero ajudar o time a conseguir a vitória. A ideia de cumprir o contrato poderia mudar em caso de uma proposta interessante. Tudo depende, tenho que saber a minha situação no Flamengo, tenho mais seis meses de contrato. Tem que analisar se vai valer a pena ou não. É difícil falar que sim ou não, depende do projeto.

Além de Deivid, o time titular durante o treino desta quinta-feira teve outras mudanças em relação ao que foi derrotado pelo Fluminense, no último domingo. Arthur Sanches, Ramon, Airton, Adryan e Hernane foram escalados nos lugares de González, Magal, Amaral, Bottinelli e Diego Maurício, respectivamente.

fonte:globo.com


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