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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Patrícia dá azar a atletas do Flamengo em Londres, elogia Cielo, mas não se manifesta sobre doping de remadora

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Diego Hypolito nem foi para a final do solo na ginásticaPatrícia Amorim pediu licença da presidência do Flamengo por dez dias para viajar a Londres. Criticada por torcedores no Brasil por deixar o país em meio ao mau momento vivido no futebol e pressionada pelo pedido de impeachment impetrado pelo ex-mandatário Márcio Braga, a também vereadora no Rio de Janeiro aproveitou a estada na capital inglesa para conhecer as instalações dos EUA para a Olimpíada, visitou o Crystal Palace (QG da delegação brasileira) e viu alguns dos atletas rubro-negros nas competições. O saldo, porém, não foi dos melhores.

Leonardo de Deus, Henrique Barbosa, Tales Cerdeira, Nicholas Santos, Joanna Maranhão, Daynara de Paula (natação), Fabiana Beltrame, Luana Bartholo (remo), Érika Miranda (judô), Daniele Hypolito e Diego Hypolito (ginástica) participaram dos Jogos enquanto Patrícia Amorim esteve em Londres e decepcionaram, nem sequer chegando à final de seus esportes.

Quem destoou foi o ginasta Sergio Sasaki, que esteve na decisão do individual geral e terminou na décima colocação, a melhor de um brasileiro em Olimpíadas. A grande estrela do Flamengo, porém, estava nas piscinas: Cesar Cielo era o favorito para conquistar o bicampeonato nos 50m livre e também uma medalha nos 100m livre. Mas o campeão mundial ficou com o bronze na prova mais rápida da natação e foi apenas o sexto colocado na outra.

Reuters

Cielo era favorito nos 50m, mas ficou com o bronze

"Cielo nunca vai decepcionar o Brasil", afirmou Patrícia ao jornal 'O Dia' quando questionado sobre o bronze. "Ele é um nadador que disputou duas finais olímpicas agora em Londres e ganhou uma medalha. Essa é a competição mais difícil do mundo e conseguir uma medalha de bronze é motivo de comemoração. Como brasileira, torcedora e presidente do Flamengo, estou muito satisfeita com o desempenho dele. E o atleta pode contar com o nosso carinho para tudo".

Ao mesmo diário, a presidenta do Flamengo admitiu que ter passado alguns dias em Londres lhe ajudou a esfriar a cabeça. "Deu para aproveitar para descansar, aproveitar o espírito olímpico, que não tem cobrança. Sou a presidenta de um dos maiores clubes do mundo, mas a pressão às vezes extrapola. Não é fácil, tem de ser uma pessoa convicta. É preciso dar uma respirada. As pessoas têm de entender que não vim para Londres de férias. Teve um propósito", falou.

Dos outros atletas que competiram em Londres após Patrícia retornar o Brasil, Erlon de Souza e Ronilson Matias não alcançaram a final da canoagem C2 1000m, enquanto Marcelinho Machado, Caio Torres e Marquinhos caíram com a seleção de basquete nas quartas de final para a Argentina.

O caso mais preocupante para o Flamengo, porém, aconteceu no remo: Kissya Cataldo foi pega no exame antidoping realizado antes da Olimpíada com a substância EPO. Atleta do remo categoria single skiff, ela já tinha participado do torneio e se preparava para atuar na final C, mas acabou retirada da disputa. O clube ainda não se manifestou quanto ao assunto.
Getty

Kissya Cataldo é pega no doping e é suspensa dos Jogos


fonte espn estadão
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