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sábado, 29 de dezembro de 2012

Retrospectiva Flamengo 2012: ano de lições e esperanças para o clube

Wilson Spiler





Um ano para esquecer? Nem tanto. É verdade que o Flamengo não conquistou nenhum título na temporada. No Carioca, sequer chegou à final de algum turno. Na Libertadores, então, a equipe foi eliminada ainda na primeira fase de forma trágica, quando sua partida já tinha terminado e, dentro de campo, ficou sofrendo assistindo ao final do jogo entre Olimpia (PAR) e Emelec (EQU). Apesar da vitória por 3 a 0 sobre o Lanús (ARG), de nada adiantou o esforço, já que os equatorianos venceram os paraguaios fora de casa por 3 a 2 nos acréscimos, de forma emocionante.

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No Campeonato Brasileiro, outra decepção. O Flamengo disputou a competição o tempo todo na metade debaixo da tabela. Em determinado momento, chegou a correr sério risco de rebaixamento. Para piorar, no início do Brasileirão, ainda viu seu maior craque - que já não vinha atuando bem - entrar em litígio com a diretoria e colocar o clube na Justiça por falta de pagamento. Ronaldinho Gaúcho deixou o Rubro-Negro para defender o Atlético-MG e foi eleito um dos melhores jogadores do campeonato. Outro que deixou a Gávea foi Deivid, que também ficou meses sem ver a cor do dinheiro. Fora que no meio dessa confusão toda, tiveram as demissões de Joel Santana e Vanderlei Luxemburgo, terminando o ano com Dorival Júnior balançando no cargo.


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Mas o que então há de se comemorar no Flamengo? Bom, pode-se dizer que uma nova geração de bons jogadores tem surgido na Gávea. Mattheus, Adryan, Nixon, Thomas, Fernandinho, Muralha, Frauches, Marllon e Luiz Antonio vêm conseguindo cada vez mais espaço dentro da equipe rubro-negra e prometem brilhar em 2013. Outra ponta de esperança para o torcedor flamenguista é a nova diretoria, que com Eduardo Bandeira de Mello à frente da presidência, chega para substituir a criticada Patricia Amorim. É ver para crer.


Confira o desempenho do Flamengo nas competições em 2012:



Campeonato Carioca - O Flamengo até fez boas campanhas durante as fases de grupos, sendo o time que somou mais pontos nas Taças Guanabara e Rio (36 contra 35 do Vasco). Mas nas semifinais de ambos os turnos perdeu, nas duas oportunidades, para o rival cruzmaltino (2 a 1 e 3 a 2). Ou seja, não chegou sequer à alguma final de turno.



Taça Libertadores da América - Era a grande competição do Flamengo ano, mas não parecia. A equipe não se reforçou o suficiente para disputar o torneio e quando começou a levá-lo a sério, já se encontrava em situação desesperadora. Tanto é que chegou na última rodada precisando vencer o Lanús, da Argentina, e torcer para que Olimpia, do Paraguai, e Emelec, do Equador, empatassem.



O jogo do Rubro-Negro já havia terminado no Engenhão, com vitória brasileiro por 3 a 0 sobre os hermanos, quando os paraguaios empataram a partida. Do campo, os jogadores do Flamengo ficaram sabendo do gol e comemoravam a classificação que parecia certa. Afinal, a partida no Paraguai já estava aos 46 minutos do segundo tempo. Não tinha como acontecer mais nada, tinha? Pior que tinha. Aos 47, como num tragédia grega, fora de casa, de forma heróica, o Emelec conseguiu o terceiro, fechando o placar de 3 a 2 e dando uma classificação histórica para os equatorianos. Do lado vermelho-e-preto, pelo contrário: um verdadeiro vexame, com jogadores chorando no gramado.



Campeonato Brasileiro - Com a crise assolando o Flamengo, saída de Ronaldinho Gáucho, Deivid e Luxemburgo em meio à competição, o Rubro-Negro passou o Brasileirão inteiro sem maiores expectativas. Em determinado momento ficou bem perto da zona de rebaixamento, preocupando a torcida, mas conseguiu reverter o quadro com boas rodadas de antecedência. Valeu pelas revelações que foram testas no decorrer das 38 rodadas, mas é bom lembrar que eles não são a solução.



Eleição presidencial - O Flamengo elegeu sua nova diretoria em 2012. A princípio, o representante da Chapa Azul seria Wallim Vasconcellos. Porém, o candidato teve sua candidatura impugnada a poucos dias da eleição. Eduardo Bandeira de Mello foi o escolhido para tomar a frente do grupo e foi eleito o novo presidente do Rubro-Negro. Com três anos pela frente, o mandatário, que tomou posse nesta quinta-feira, promete modernizar o clube e colocar o time da Gávea nos holofotes novamente. Os dirigentes receberam o apoio do maior ídolo rubro-negro: Zico. A torcida deposita muita confiança neles.




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