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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Dinheiro de novo patrocinador do Fla também pode ser penhorado





Clube fecha com a Peugeot por três anos, e vice de marketing admite que verba está sob risco


Por Janir Júnior e Richard SouzaRio de Janeiro



A camisa do Flamengo com a marca do novo
anunciante (Foto: Márcia Feitosa/VIPCOMM )

O Conselho Deliberativo do Flamengo vota nesta terça-feira o contrato de patrocínio de três anos com a Peugeot. Apresentada na véspera, a parceria não teve os valores divulgados pelo vice de marketing Luiz Eduardo Baptista, o Bap. Informações dão conta de que o acordo renderá R$ 10 milhões por temporada, com variáveis que podem chegar a R$ 15 milhões - total entre R$ 30 e R$ 45 milhões. A tendência é de aprovação unânime, o que não significa a entrada de dinheiro no cofre de imediato. As penhoras assustam o clube, e a verba que virá do montadora de automóveis francesa corre risco.

- As penhoras são instrumentos legítimos de quem conseguiu na Justiça cobrar dívidas que gestões anteriores não honraram. Nos candidatamos com a premissa de honrar os compromissos para que o Flamengo seja respeitado. Não questiono as penhoras, o que é definido por lei, cumpra-se. Caso aprovado, o que for determinado pela Justiça nós vamos cumprir. Temos que trabalhar duro para melhorar a situação do Flamengo. Trabalhamos para que seja sanado. Uma caminhada de mil passos começa com o primeiro. O contrato da Peugeot não se sobrepõe à Justiça – disse Bap.

A marca da Peugeot será exibida na parte frontal da camisa rubro-negra apenas até abril. A partir daí, o nome da empresa passará para as costas. O espaço mais nobre do uniforme ficará disponível para outro anunciante a partir de maio.

No início do mês, as penhoras causaram a retenção de, pelo menos, R$ 3,8 milhões da primeira parcela do dinheiro da Adidas. A diretoria teve que agir, pagou R$ 8 milhões em impostos atrasados e conseguiu a liberação de parte da verba. O novo baque deixou a diretoria e o vice de finanças Rodrigo Tostes em alerta para futuros depósitos. Tostes ainda estuda o terreno para se pronunciar sobre a abalada saúde financeira do Rubro-Negro, onde está há pouco mais 15 dias. Tempo suficiente para, ao menos, constatar a asfixia de dinheiro. Até o momento, calcula-se que o total de penhoras já bateu a casa dos R$ 58 milhões.


- Estamos em negociações com credores e com a Fazenda Nacional. A penhora é um instrumento legal e temos que respeitar – afirmou o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

A Adidas chegou a ser notificada sobre a ação de penhora. O clube começou a ter o dinheiro retido no segundo semestre do ano passado. Os débitos correspondem ao não pagamento de impostos de 2007-08-09, e também pendências de pagamentos relacionados ao ano de 2004, além de outras derrotas sofridas na Justiça. O problema gerou atraso no pagamento de salários. No fim de 2012, de um pedido de R$ 27 milhões de adiantamento, entraram no cofre R$ 17 milhões, sendo que o restante ficou retido pela Justiça.

A nova gestão do Flamengo espera o resultado da auditoria contratada para desvendar o caos financeiro do clube. A empresa Ernst & Young vai apresentar um diagnóstico da real condição dos cofres rubro-negros, o que deve ocorrer em abril.






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