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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dorival Júnior, time em lua de mel com torcida e a política do Flamengo





Bruno Voloch



Nem mesmo o mais otimista torcedor do Flamengo poderia prever um início de temporada tão positivo.

O time é líder, está invicto e depende de dois empates para ser campeão da Taça Guanabara.

Pressionado e desacreditado por parte da diretoria, Dorival Júnior é um dos responsáveis pela boa fase do Flamengo. Longe de ser prioridade, o técnico não tinha segurança, seu nome era sempre questionado e ainda vive sob desconfiança.

Mas Dorival Júnior vai trabalhando e a equipe respondendo.

Medalhões como Renato Abreu aceitaram a reserva passivamente e entenderam a filosofia do técnico.

O que mais chamou atenção na vitória contra o Botafogo foi o jogo coletivo do Flamengo.

Os volantes sabem dar proteção aos laterais, Ibson reagiu e todos os jogadores se empenham na marcação. O Flamengo é agressivo, tem velocidade e começa a marcar no campo do adversário.

Jefferson foi obrigado a dar chutão inúmeras vezes.

Concordo que o Flamengo ainda não ganhou nada, faz sentido. Mas a relação com o torcedor muda a cada partida. A maneira como o time se entrega em campo conquista as arquibancadas e o resultado passa a ser secundário.

Ver jovens como Rafinha e Rodolfo em campo traz a torcida de volta ao túnel do tempo. O Flamengo era assim, formava jogadores em casa, mais um ponto para a coragem de Dorival Júnior.

Evidente que o Flamengo não está pronto. Não se sabe por exemplo até quando vai durar o momento iluminado de Hernane. Carlos Eduardo acabou de chegar e Elias ainda vai crescer durante o campeonato.

A pontaria precisa ser calibrada. Se tivesse um pouco mais de capricho, o Flamengo faria 2 ou 3 gols no segundo tempo.

No Engenhão, a torcida foi maioria absoluta.

O Flamengo vive momentos de paz, ou pelo menos deveria.

O que não dá para entender e aceitar é ver ex-diretores da gestão Patrícia Amorim, como Cacau Cotta, agredir Clement Izard, em pleno estádio. Trata-se de rixa pessoal.

Cacau escolheu o dia e a hora errada para extravasar sua ira.

A política não pode atrapalhar a lua de mel vivida por time e torcida.



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