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sábado, 16 de março de 2013

Dos cereais ao camisa 10: novo chefe tenta reerguer base do Flamengo




Marco Biasotto fala sob o olhar de Paulo Pelaipe: gestor da base (Foto: Grêmio)

POR DASSLER MARQUES – Direto de Porto Feliz-SP

O Flamengo acabara de confirmar sua vaga na final da Mongeral Aegon Future Cup, no último domingo pela manhã, em Porto Feliz-SP. Enquanto os jogadores descansavam para jogar a decisão à tarde, Marco Biasotto tinha uma missão. O novo coordenador das divisões de base do Fla foi até o centro da pequena cidade paulista para buscar barras de cereais, uma recomendação da nutricionista para que as baterias dos atletas fossem recarregadas em um torneio de tiro curto.

O gesto resume o caráter multidisciplinar de uma função cada vez mais comum nos grandes clubes, do executivo que administra as categorias de base. Que cumpre funções das mais simples até as mais complexas, como gerir todo o orçamento para a formação de atletas. Hoje no Flamengo, Biasotto já fez esse trabalho por Paulista de Jundiaí, Atlético-PR, Palmeiras e, até o ano passado, Grêmio. À Gávea, foi levado por Paulo Pelaipe, executivo contratado pela nova presidência e com quem compunha a direção gremista.

Biasotto elogia a qualidade dos profissionais que encontrou no Flamengo, “principalmente dos treinadores, do (Carlos) Noval e do (Carlos) Brasil”, diz. Mas reconhece a necessidade de melhora, em especial a partir da estrutura física. “O clube carece de algo melhor. Por isso fechamos os alojamentos para reforma, temos que melhorar as condições para os garotos e obter o certificado de clube formador”, admite. E com um detalhe: o orçamento para trabalhar no Fla é metade do que tinha à disposição no Grêmio.

A sequência de prioridades do trabalho é aprofundar, no Flamengo, o que já é básico em quase todos os grandes clubes. Criar um departamento de captação de jogadores, função que hoje é restrita a um só profissional. Biasotto quer contratar mais três para observar jogos de equipes menores e identificar nomes que, a baixo custo, podem qualificar as categorias de base do Fla. É esse processo que praticamente deu fim às tradicionais peneiras.

Somado à captação, contratar jovens jogadores de outras equipes, em casos específicos, é outra meta. Na categoria Sub-17, por exemplo, o Flamengo tem três selecionáveis (o goleiro Thiago, o zagueiro Lincoln e o atacante Caio Rangel, todos 96) e ainda alguns destaques, como o meia Otacílio Cafu (96) e o lateral Jorge (96). Biasotto admite que quer um camisa 10 e pensa no talentosíssimo Elvis (96), do Desportivo Brasil e em testes no Porto. “Já avisei ao Pelaipe que precisamos de investidores”, conta



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