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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Os Obamas da vez na Gávea

por marviodosanjos |







“Só arregaçando as mangas para encher o escudo de estrelas, bro”



Ao chegar, todo presidente eleito do Flamengo é um novo Obama. O problema é conseguir sair sem virar um Nixon – o Richard, não o atacante dos juniores que, por enqanto, é quem pode segurar a peteca da saída de Vágner Love.

Luiz Augusto Velloso era jovem, Kleber Leite era um novo conceito de marketing, Edmundo Santos Silva era empresário, Marcio Braga era a volta da tradição e o cara que sabia ganhar Brasileiros, Patricia Amorim era mulher e atleta de raiz. Ao fim de seus mandatos, Velloso vendeu uma geração vencedora a preço de banana, Kleber contratou mais de 100 jogadores para quase nada, Edmundo ganhou títulos, mas sofreu impeachment, Marcio Braga conquistou seu Brasileiro habitual e saiu por cima. Patricia… bem, Patricia Amorim se tornou o maior senão para a próxima candidata que quiser assumir a Gávea.

Eduardo Bandeira de Mello foi alçado ao cargo no último pleito numa das maiores mobilizações de rubro-negros em torno de renovação e visão profissional do futebol. Um pool de executivos se reuniu em torno de sua chapa – Wallim Vasconcellos e Luis Eduardo Baptista entre os mais destacados – e a torcida acreditou. Eram, de fato, a melhor opção para transformar um clube acostumado a velhos conhecidos e reanimar uma torcida apaixonada.

A gestão não completou um mês diante do cargo, mas já é possível notar mudanças. Cautela na hora de contratar, senso de timing na hora de anunciar, menos vazamento de informações e, a julgar pelos primeiros reforços, presença de critérios. Elias foi um volante muito eficiente no Corinthians. João Paulo e Gabriel são jovens promessas.

A proposta parece ser a de construir um time, e não um bando em torno de algum megastar – o que já é uma mudança violenta em relação ao que o clube se acostumou.

A saída de Vagner Love é outra das situações criadas pela herança de dívidas e rendas comprometidas da gestão Patrícia Amorim. A primeira foi a manutenção de Dorival Júnior, técnico que não era dos preferidos da nova gestão, mas que, dada a multa rescisória do contrato, teve que ficar.

Vágner Love veio porque a diretoria anterior não via problema em comprometer o futuro do clube na hora de contratar nomes para apaziguar a torcida. Independentemente, da temporada irregular que o atacante fez, sai porque não há dinheiro para bancar o que acertaram com ele. Quer dizer, a não ser que se deixe um bando ao seu redor.

Agora é torcer para que Dorival consiga mais que um bando sem estrela. Boa sorte aos Obamas da vez.



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