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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Saída de vice do Flamengo pode implicar em desgaste de diretoria com aliado




Márcio Braga minimiza possível crise e diz que Bandeira de Mello não descarta retorno de Cheirinho no futuro ao clube



Alexandre Araújo, David Nascimento e Eduardo Mendes - 20/02/2013 - 08:03 Rio de Janeiro (RJ)

José Carlos Dias na possa de Eduardo Bandeira de Mello no fim do ano passado (Foto: Fla Imagem)

A saída de José Carlos Dias afeta diretamente um dos alicerces de apoio da Chapa Azul durante a eleição no ano passado. Isso porque o ex-vice de Fla-Gávea é ligado ao ex-presidente Márcio Braga e, durante a campanha, sempre esteve ao lado dos Azuis.


Fontes do clube tentaram contemporizar o imbróglio, alegando que Dias pertencia à Chapa Branca, indicado por Ronaldo Gomlevsky, candidato que se uniu a Eduardo Bandeira de Mello na reta final.


Informação, por sua vez, que se contrasta com o próprio discurso de Gomlevsky, que nega. O L!Net apurou que José Carlos Dias, inclusive, teve encontros com Wallim Vasconcellos e Luiz Eduardo Baptista para selar o apoio antes da legitimação das chapas.


– José Carlos Dias nunca fez parte da Chapa Branca. Ele foi um dos meus companheiros na gestão do Hélio Ferraz, depois fez parte do grupo de Márcio Braga e desde o início da campanha eleitoral, ano passado, apoiou a Chapa Azul – disse Gomlevsky ao LANCE!.


Sem polemizar, Márcio Braga minimizou qualquer desgaste com a atual direção por causa do episódio, atribuindo a saída de Cheirinho, como ele é conhecido, a problemas particulares.


– Soube apenas que o José Carlos Dias renunciou. Liguei para ele, mas não retornou. Soube que saiu por problemas pessoais. Pensou que poderia atender indo duas a três vezes por semana ao clube, mas o volume de trabalho foi muito grande. Conversei com o presidente e ele disse que não há problema, não descartando a volta dele no futuro – comentou Márcio Braga.


Em meio à polêmica, Clément Izard, que chegou a ser demitido por José Carlos Dias no sábado, está blindado e foi orientado pela diretoria a não se pronunciar. Pessoas ligadas a Cheirinho garantem que Clément dizia na Gávea que era o responsável pela pasta e fazia críticas indiretas ao superior. O diretor tem causado insatisfação a funcionários que trabalham na Gávea.

Apoio sem ‘cobrança’

De acordo com Ronaldo Gomlevsky, líder da Chapa Branca, o apoio à Chapa Azul em momento algum foi condicionado ao ganho de cadeiras na atual gestão do Rubro-Negro, que assumiu o clube no dia 2 de janeiro.

Ele garante ainda que o apoio à chapa de Eduardo Bandeira de Mello foi uma saída vista por seu grupo para uma vitória sobre Patricia Amorim, que tinha a gestão contestada por muitos torcedores.

– Nunca condicionamos o nosso apoio à Chapa Azul por cadeiras na diretoria. O que aconteceu foi que a nova diretoria usou algumas pessoas do nosso grupo para compor a administração do Flamengo. Mas isso não era obrigatório, retiramos a nossa chapa para apoiar a Chapa Azul porque tínhamos a proposta para gerir o clube parecida e vimos, na época, que era o único modo de tirar a Patricia Amorim do poder, situação que tínhamos como principal objetivo – explicou Ronaldo Gomlevsky.


O processo eleitoral


Começa a corrida
Em agosto do ano passado, as chapas começaram a lançar as respectivas candidaturas para o pleito presidencial, que aconteceria em dezembro. A Chapa Azul – ainda tendo Wallim Vasconcellos como candidato –, que sagrou-se vencedora, foi a primeira delas.

Homologação
Em novembro, as candidaturas foram homologadas. Neste processo, O Conselho de Administração do Rubro-Negro impugnou Wallim Vasconcellos com a alegação de que o candidato não tinha vida associativa de cinco anos ininterruptos no Flamengo (algo previsto no estatuto do clube para os que pretendem concorrer ao cargo máximo). A chapa teve 48 horas para indicar um novo nome e Eduardo Bandeira de Mello despontou como nome favorito

As alianças
Durante o processo eleitoral, algumas chapas se aliaram a outras. A Chapa Verde, encabeçada por Lysias Itapicurú, e a Chapa Laranja, de Maurício Rodrigues, apoiaram a Chapa Rosa, de Jorge Rodrigues. A Chapa de Patricia Amorim, Amarelo Ouro, não se uniu a nenhuma outra, enquanto a Chapa Branca, de Ronaldo Gomlevsky, aliou-se à Azul, de Bandeira de Mello.


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