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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Dorival adota regime de quartel no Flamengo e muda cara do time nos treinos







O adiamento do jogo contra o Atlético-MG caiu do céu para o Flamengo. Ainda sem nova data definida, a alteração confirmada pela CBF deu mais tempo para o técnico Dorival Júnior aprontar melhor a equipe e a diretoria ir atrás de reforços. Ex-Corinthians, Liedson, atacante de 34 anos que já defendeu o Rubro-negro, deve ser anunciado breve.

Enquanto novos nomes não chegam, o treinador aproveitou que não haverá jogo no fim de semana e cancelou a folga de domingo, programando mais dois treinos integrais, nesta quinta e sexta-feira. No da última quarta , Dorival montou um verdadeiro campo de batalha em regime de quartel, com misto de treino físico seguido por trabalho técnico específico para zagueiros e movimentações ofensivas.

A repetição de fundamentos como passe, cruzamento e finalização, prática rara com os tecnicos anteriores, agradou aos atletas. Principalmente aos que ganharam uma chance entre os titulares, como Thomás e Negueba:

— O professor gosta muito de trabalhar, e agora vai colocar a fiolosofia dele. Todo mundo se ajuda, ele motiva o grupo, conversa muito. Tem trabalhado bastante posicionamento, pedido para ficar um mais perto do outro — analisou o atacante Negueba.

A ideia é dar um novo padrão tático à equipe e manter quem se adequar ao esquema. Para a próxima partida, contra o Figueirense, na quarta-feira, pode haver novidades. Mais uma vez, Dorival barrou Ibson, e colocou Renato, com quem conversou muito depois da atividade. Muralha também vem ganhando chances, e o camisa sete, um dos grandes reforços da temporada, vai perdendo o status de intocável.

Um lance marcante do novo estilo de treinamento foi justamente sobre Ibson. Ao receber uma pancada de Wellington Silva, o volante pediu para parar com dores no pé, mas Dorival avisou que o apito não havia soado e o jogo tinha que seguir. Ibson, então, levantou e seguiu treinando. Quando Renato recebeu uma pancada de Luiz Antonio, o aviso anterior já havia sido absorvido e o grupo seguiu o jogo.

Diferente de Joel, a voz e a movimentação de Dorival marcam o trabalho intenso do técnico. Cada jogador tem o nome gritado em alto e bom som, ganham elogios, recebem cobranças, mas nunca deixam de ser orientados. A motivação contagia o grupo, que entre si se incentiva no acerto e no erro, seguindo o exemplo do treinador.

Em pouco tempo, Dorival já consegue ser compreendido e nota-se obediência às suas ordens, com o time titular apresentando a compactação pedida e tramando jogadas com qualidade superior ao das últimas apresentações.

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