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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Ingressos e até relógios eram fornecidos pelo Flamengo à torcida organizada



Por Gabriela Moreira, para o ESPN.com.br



Depoimentos dos presos e dirigentes do Flamengo ouvidos nas investigações, mostram que as relações do clube com as organizadas foram além das visitas à prisão. Segundo as investigações, a dependência é financeira. Ingressos e até material de patrocínio foram repassados às torcidas.

Em uma das escutas telefônicas em poder da Justiça, uma conversa mostra que relógios da fornecedora de material esportivo do clube foram disponibilizados às organizadas. O documento teria assinatura da então presidente, Patrícia Amorim.



O diálogo, segundo as investigações, ocorreu entre André Luis Valladas e um interlocutor. Bodão, como é conhecido, é ex-presidente da Jovem Fla e, atualmente, preside a Associação das Torcidas Organizadas do Flamengo (ATorFla). Ele não é réu no processo.

Rendimento de R$ 45 mil em uma partida

Questionado pela investigação, o então vice-presidente de Finanças do Flamengo, Michel Levy, confirma que o clube repassava ingressos às organizadas. O dirigente não informou a quantidade, mas um dos presos disse que havia jogos em que chegavam a receber três mil ingressos e que eram revendidos ao custo de R$ 15, o que dá um rendimento de R$ 45 mil, em um só jogo.

Para um dos responsáveis pela investigação, o delegado Giniton Lages, da Divisão de Homicídios, a distribuição de ingressos e produtos alimenta o ciclo de violência das torcidas:


“Se a distribuição de ingressos fortalece de alguma forma a torcida organizada e isso vai fazer com que ela tenha energia para cometimento de crimes, eles (os dirigentes interrogados) acham que a distribuição não é responsável por alimentar esse ciclo. Nós discordamos”, afirmou o delegado.

A atual diretoria do Flamengo disse que desde que assumiu, em janeiro, não repassou ingresso, dinheiro ou qualquer benefício às torcidas organizadas.

As escutas citadas estão em poder da Justiça, em processo decorrente da operação Fair Play, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio. O inquérito investigou a morte do torcedor vascaíno Diego Martins Leal, em agosto passado. Onze integrantes da Jovem Fla foram presos e denunciados pelo Ministério Público. O grupo responde pelos crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha.

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